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domingo, 14 de maio de 2017

JESUS REALMENTE RESSUSCITOU?




JESUS REALMENTE RESSUSCITOU?


No tópico acima, vimos que Jesus Cristo é um personagem real, que passou por esta terra, nasceu, viveu e morreu como qualquer outro homem que realmente existiu, e isso é provado por testemunhas oculares não-cristãs e cristãs, além de provas históricas, que comprovam que Jesus não é um mito. Mas a pergunta principal que fica é: “Mesmo se Jesus é um personagem histórico real, como posso saber que ele é realmente Deus, ressuscitando dentre os mortos?”. Continue lendo...

A RESSURREIÇÃO DE JESUS: O QUE DIZEM OS ESTUDIOSOS?
Gary Habermas completou a mais ampla investigação já feita até o momento sobre o que os estudiosos acreditam a respeito da ressurreição de Jesus. Habermas reuniu mais de 1.400 obras dos eruditos mais críticos que falam sobre a ressurreição de Jesus, escritas de 1975 a 2003. Na obra The Risen Jesus and Future Hope [O Jesus ressurreto e a esperança do futuro], Habermas expõe que quase todos os estudiosos, independentemente do espectro ideológico — desde os ultra liberais até os conservadores defensores da Bíblia -, concordam que os pontos a seguir, todos relacionados a Jesus e ao cristianismo, são fatos históricos reais:
1.   A morte de Jesus deu-se por meio da crucificação romana.
2.    Ele foi sepultado, muito provavelmente, num túmulo particular.
3.    Pouco tempo depois, os discípulos ficaram desanimados, desolados e desacorçoados, tendo perdido a esperança.
4.    O túmulo de Jesus foi encontrado vazio pouco tempo depois de seu sepultamento.
5.   Os discípulos tiveram experiências que acreditaram ser aparições reais do Jesus ressurreto.
6.   Devido a essas experiências, a vida dos discípulos foi totalmente transformada. Depois disso, até mesmo se dispuseram a morrer por sua crença.
7.   A proclamação da ressurreição aconteceu logo de início, desde o começo da história da igreja.
8.   O testemunho público e a pregação dos discípulos sobre a ressurreição de Jesus aconteceram na cidade de Jerusalém, onde Jesus fora crucificado e sepultado pouco tempo antes.
9.   A mensagem do evangelho concentrava-se na pregação da morte e da ressurreição de Jesus.
10.   O domingo passou a ser o principal dia de reunião e adoração.
11.   Tiago, irmão de Jesus e cético antes desse evento, converteu-se quando acreditou que também vira o Jesus ressurreto.
12.   Poucos anos depois, Saulo de Tarso (Paulo) tornou-se cristão devido a uma experiência que ele também acreditou ter sido uma aparição do Jesus ressurreto.

A aceitação desses fatos faz sentido à luz daquilo que vimos até aqui. As evidências nos demonstram os pontos a serem apresentados a seguir.
A história do Novo Testamento não é uma lenda. Os documentos do NT foram escritos exatamente dentro de um período de duas gerações, com base nos eventos, pelas testemunhas oculares ou por seus contemporâneos. A seqüência da história do NT é corroborada por escritores não-cristãos. Além disso, o NT menciona pelo menos 30 personagens históricas que foram confirmadas por fontes externas ao NT. Portanto, a história do NT não pode ser uma lenda.
A história do Novo Testamento não é uma mentira. Os autores do NT incluíram detalhes divergentes e embaraçosos, dizeres difíceis e exigentes e fizeram cuidadosa distinção entre as palavras de Jesus e suas próprias palavras. Eles também se referiram a fatos e a testemunhas oculares que seus leitores já conheciam ou poderiam verificar. De fato, os autores do NT fizeram seus leitores e os mais destacados inimigos do século I verificarem aquilo que disseram. Se isso não é suficiente para confirmar sua fidedignidade, então seu martírio deveria remover qualquer dúvida. Essas testemunhas oculares sofreram perseguição e morte por causa da declaração empírica de que viram, ouviram e tocaram o Jesus ressurreto, embora elas pudessem ter-se salvado simplesmente negando-se a dar o seu testemunho.
A história do Novo Testamento não é um embelezamento. Os autores do NT foram meticulosamente precisos, conforme evidenciado pelos mais de 140 detalhes historicamente confirmados. Registraram milagres nessas narrativas historicamente confirmadas e o fizeram sem maquiagem aparente ou comentário teológico significativo.
Portanto, o Novo Testamento é verdadeiro? Se a maioria dos estudiosos concorda com os 12 fatos relacionados anteriormente porque as evidências mostram que a história do NT não é uma lenda, uma mentira ou um embelezamento, então sabemos, acima do que se considera dúvida justificável, que os autores do NT registraram com precisão aquilo que viram. Por acaso isso significa que todos os acontecimentos do NT são verdadeiros? Não necessariamente. O cético ainda tem uma questão.
A última questão possível para o cético é que os autores do NT foram enganados.
Em outras palavras, talvez os autores do NT estivessem simplesmente errados em relação àquilo que pensaram ter visto. Dadas as características do NT que já revisamos anteriormente, não parece plausível que os autores do NT tenham sido enganados com relação a acontecimentos comuns e não miraculosos. Eles se mostraram corretos em relação a muitos detalhes históricos. Por que duvidar de suas observações de acontecimentos do dia-a-dia?
Mas teriam eles sido enganados no caso de acontecimentos miraculosos como a ressurreição de Jesus? Talvez realmente tenham crido que Jesus ressuscitara dos mortos — e, por isso, pagaram com a própria vida -, mas estavam errados ou enganados. Talvez existam explicações naturais para todos os milagres que julgavam ter visto.
Os estudiosos mais críticos ignoram isso. Considere o fato número 5 daquela lista de 12 nos quais praticamente todos os estudiosos acreditam: "Os discípulos tiveram experiências que eles acreditaram ser aparições reais do Jesus ressurreto". Em outras palavras, os estudiosos não estão necessariamente dizendo que Jesus realmente ressuscitou dos mortos (embora alguns considerem que realmente ressuscitou). O consenso mínimo entre praticamente todos os estudiosos é que os discípulos acreditaram que Jesus ressuscitara dos mortos.
Para que testemunhas oculares e contemporâneos dos acontecimentos estejam errados, é preciso haver alguma outra explicação para a ressurreição de Jesus e os outros milagres registrados no NT. Uma vez que a ressurreição de Jesus é o fato central do cristianismo, vamos começar daí. De que maneira os céticos excluem a ressurreição?

CÉTICO QUANTO A TEORIAS CÉTICAS
Aqui estão as explicações para a ressurreição de Jesus mais freqüentem ente apresentadas pelos céticos.
Teoria da alucinação. Teriam os discípulos sido enganados por alucinações?
Talvez eles pensaram sinceramente que tinham visto o Cristo ressurreto, mas, em vez disso, na verdade estavam experimentando alucinações. Essa teoria tem muitas falhas fatais. Vamos abordar duas delas.
Em primeiro lugar, as alucinações não são experimentadas por grupos, mas apenas por indivíduos. Nesse aspecto, são muito parecidas com sonhos. É por isso que, se um amigo lhe diz pela manhã: "Uau! Esse foi um grande sonho que nós tivemos, não é?", você não diz "Sim, foi fabuloso! Vamos continuar hoje à noite?". Não, você acha que seu amigo ficou louco ou que está simplesmente fazendo uma brincadeira. Você não o leva a sério porque sonhos não são experiências coletivas. Quem tem sonhos é o indivíduo, não grupos. As alucinações funcionam da mesma maneira. Se existirem raras condições psicológicas, um indivíduo pode ter uma alucinação, mas seus amigos não a terão. Mesmo que a tiverem, não terão a mesma alucinação.
A teoria da alucinação não funciona porque Jesus não apareceu uma única vez para uma única pessoa — ele apareceu em dezenas de ocasiões diferentes, numa grande variedade de cenários, para diferentes pessoas, durante um período de 40 dias. Ele foi visto por homens e mulheres. Foi visto caminhando, falando e comendo. Foi visto dentro e fora de lugares. Foi visto por muitos e por poucos. Um total de mais de 500 pessoas viu o Jesus ressurreto. Elas não estavam tendo uma alucinação ou vendo um fantasma, porque, em seis das 12 aparições, Jesus foi fisicamente tocado e/ou comeu comida verdadeira (v. tabela 12.1).
A existência do túmulo vazio é a segunda falha fatal da teoria da alucinação.
Se mais de 500 testemunhas oculares tiveram a experiência sem precedentes de ter a mesma alucinação em 12 ocasiões diferentes, então por que as autoridades judaicas ou romanas simplesmente não exibiram o corpo de Jesus pela cidade? Isso teria desferido um golpe fatal no cristianismo de uma vez por todas. As autoridades adorariam ter feito isso, mas, aparentemente, não puderam fazê-lo porque o túmulo estava realmente vazio.
As testemunhas foram ao túmulo errado. Talvez os discípulos tenham ido ao túmulo errado e, então, presumiram que Jesus havia ressuscitado. Essa teoria também possui duas falhas fatais.
Primeira falha: se os discípulos tivessem ido à sepultura errada, as autoridades judaicas e romanas teriam ido à sepultura certa e, então, teriam mostrado o corpo de Jesus na cidade. O túmulo era conhecido pelos judeus porque era um túmulo deles (pertencia a José de Arimatéia, membro do Sinédrio). O túmulo também era conhecido pelos romanos porque colocaram guardas ali. Como destaca William Lane Craig, a teoria do túmulo errado presume que todos os judeus (e os romanos) tiveram um tipo de "amnésia coletiva' permanente em relação àquilo que eles haviam feito com o corpo de Jesus.

ORDEM DAS DOZE APARIÇÓES DE JESUS CRISTO

Pessoas
Viram
Ouviram
Tocaram
Outras evidências
1
Maria Madalena (Jo 20.10-18)
X
X
X
túmulo vazio
2.
Maria Madalena e outra Maria (Mt 28.1-10)
X
X
X
túmulo vazio (e panos no sepulcro também em Lc 24.1-12)
3.
Pedro (1Co 15.5) e João (Jo 20.1-10)
X
X

túmulo vazio, panos no sepulcro
4.
Dois discípulos (Lc 24.13-35)
X
X

comeram com ele
5.
Dez apóstolos (Lc 24.36-49; Jo 20.19-23)
X
X
X**
viram as feridas,
comeram
6.
Onze apóstolos
(Jo 20.24-31)
X
X
X**
viram as feridas
7.
Sete apóstolos a o 21)
X
X

comeram
8.
Todos os apóstolos (Mt 28.16-20; Mc 16.14-18)
X
X


9.
Quinhentos irmãos (1Co 15.6)
X
X*


10.
Tiago (1Co 15.7)
X
X*


11.
Todos os apóstolos (At 1.4-8)
X
X

comeram com ele
12.
Paulo (At 9.1-9; 1Co 15.8)
X
X


* implícito      ** deixou que seu corpo fosse tocado

Segunda falha: mesmo que os discípulos realmente tivessem ido ao túmulo errado, a teoria não explica de que maneira o Jesus ressurreto apareceu em 12 diferentes ocasiões. Em outras palavras, são as aparições que devem ser explicadas, e não apenas o túmulo vazio.
Perceba que o túmulo vazio não convenceu a totalidade dos discípulos (com a possível exceção de João) de que Jesus ressuscitara dos mortos. Foram as aparições de Jesus que os fizeram deixar de ser covardes assustados, fugitivos e céticos e se transformar na maior força missionária pacífica da história. Isso é especialmente verdadeiro com relação a um religioso inimigo do cristianismo, Saulo (Paulo). Ele não apenas não foi convencido pelo túmulo vazio, como estava perseguindo os cristãos logo após a ressurreição de Jesus. Foi necessária uma aparição do próprio Jesus para transformar Paulo. Parece que Tiago, o cético irmão de Jesus, também foi convertido depois de uma aparição de Jesus. Como vimos, a conversão de Tiago foi tão dramática que ele se tornou líder da igreja de Jerusalém e, mais tarde, foi martirizado nas mãos do sumo sacerdote.
O resumo é este: mesmo que alguém pudesse dar uma explicação natural para o túmulo vazio, não seria suficiente como prova contrária à ressurreição. Qualquer teoria alternativa da ressurreição também deve excluir as aparições de Jesus. A teoria do túmulo vazio não faz nenhuma das duas coisas.
Teoria do desmaio, do desfalecimento ou da morte aparente. Existe a possibilidade de Jesus não ter realmente morrido na cruz? Talvez Jesus tenha simplesmente desfalecido. Em outras palavras, ele ainda estava vivo quando foi colocado no túmulo, mas, de alguma maneira, Jesus escapou e convenceu seus discípulos de que havia ressuscitado dos mortos. Existem diversos erros fatais nessa teoria também.
Primeiro erro: tanto inimigos quanto amigos acreditaram que Jesus estava morto.
Os romanos, que eram executores profissionais, chicotearam e bateram em Jesus de maneira brutal. Então, depois disso, pregaram cravos rústicos em seus punhos e em seus pés e enfiaram uma lança em seu lado. Eles não quebraram as pernas para apressar sua morte porque sabiam que já estava morto (as vítimas de crucificação freqüentemente morriam por asfixia porque não podiam erguer o corpo para poder respirar. Quebrar as pernas, portanto, apressaria a morte). Além do mais, Pilatos foi verificar para certificar-se de que Jesus estava morto, e a morte de Jesus foi a razão de os discípulos terem perdido toda a esperança.
A técnica brutal de crucificação romana foi verificada por toda a arqueologia e por fontes escritas não-cristãs (v. capo 15, em que temos uma vívida descrição da experiência da crucificação de Jesus). Em 1968, os restos de uma vítima de crucificação do século I foram encontrados numa caverna em Jerusalém. O osso do calcanhar desse homem tinha um prego de quase 18 cm que o atravessava, e seus braços também mostravam evidências de pregos. A lança no coração também foi reconhecida como uma técnica romana de crucificação pelo autor romano Quintiliano (35-95 d.C.). Em função desse tratamento dispensado a Jesus, não é de surpreender que as testemunhas oculares tenham pensado que ele estivesse morto.
Não foram apenas as pessoas do século I que acreditaram que Jesus estava morto: médicos modernos também acreditam que Jesus realmente morreu. Escrevendo em 21 de março de 1986, na edição do Journal of the American Medical Association, três médicos, incluindo um patologista da Clínica Mayo, concluíram:
“Está claro que o peso das evidências históricas e médicas indica que Jesus já estava morto antes de receber o ferimento em seu lado e apóia a visão tradicional de que a lança, introduzida entre as costelas do lado direito, provavelmente perfurou não apenas o pulmão direito, mas também o pericárdio e o coração e, portanto, garantiu sua morte. Por conta disso, interpretações baseadas na pressuposição de que Jesus não morreu na cruz parecem não estar de acordo com o conhecimento médico moderno'!”

Como indicamos no capítulo anterior, o sangue e a água que saíram da ferida da lança parecem ser outro detalhe genuíno de uma testemunha ocular, relatado pela pena de João. Esse único fato deveria pôr fim a todas as dúvidas sobre a morte de Jesus.
O segundo grande erro na teoria do desfalecimento é que Jesus foi embalsamado com 34 quilos de bandagens e especiarias. É altamente improvável que José de Arimatéia e Nicodemos pudessem ter embalsamado por engano um Jesus que ainda estivesse vivo.
Terceiro erro: mesmo que todo mundo estivesse errado sobre o fato de Jesus realmente estar morto quando foi para o túmulo, de que maneira um homem gravemente ferido e sangrando ainda estaria vivo 36 horas depois? Ele teria sangrado até morrer naquele túmulo frio, úmido e escuro.
Quarto erro: se ele tivesse sobrevivido ao túmulo frio, úmido e escuro, de que maneira poderia tirar as bandagens, empurrar a pedra para cima e para fora (uma vez que estava dentro do túmulo), passar pelos guardas romanos (que seriam mortos por permitir uma brecha na segurança) e, então, convencer os covardes assustados, fugitivos e céticos de que ele havia triunfado sobre a morte? Mesmo que pudesse sair do túmulo e passar pelos guardas romanos, Jesus seria apenas uma massa mole alquebrada e ensangüentada de homem, da qual os discípulos teriam pena, e não alguém a quem eles adorariam. Eles diriam: "Você pode estar vivo, mas certamente não ressuscitou. Vamos levá-lo já para um médico!".
Quinto erro: a teoria do desfalecimento não pode explicar a brilhante aparição de Jesus a Paulo na estrada de Damasco. O que transformou esse dedicado inimigo do cristianismo logo depois da crucificação? Certamente não foi um ser humano normal que fora curado de sua experiência de crucificação.
A descrição que Paulo faz de sua conversão está registrada duas vezes no livro de Atos, que é historicamente autenticado. No capítulo 22, Paulo fala a uma multidão judaica hostil sobre a aparição de Cristo a ele:
"Por volta do meio-dia, eu me aproximava de Damasco, quando de repente uma forte luz vinda do céu brilhou ao meu redor. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: 'Saulo, Saulo, por que você está me perseguindo?' Então perguntei: 'Quem és tu, Senhor?'. E ele respondeu: 'Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem você persegue'." (v. 6-8).

Paulo ficou sem enxergar por três dias e experimentou uma mudança de 180 graus em suas atitudes. Deixou de ser o mais enérgico inimigo do cristianismo para se tornar o seu mais ardente defensor.
A experiência de conversão de Paulo não pode ser explicada por um Jesus desfalecido segurando uma tocha e usando sua "voz de Deus" no meio dos arbustos. Foi uma mostra dramática do poder divino, em plena luz do dia, que mudou dramaticamente um homem e o mundo para sempre.
Sexto erro: vários autores não-cristãos confirmaram que Jesus morreu por crucificação. Dentre eles, incluímos Josefo, Tácito, Talo e o talmude judaico. O talmude judaico, por exemplo, diz que Yeshua (Jesus) foi pendurado num madeiro na véspera da Páscoa. Essa não é considerada uma fonte favorável ao cristianismo, de modo que não há razão para duvidar de sua autenticidade.
Por essas e outras razões, poucos estudiosos ainda acreditam na teoria do desfalecimento. Simplesmente existem evidências demais contra ela.
Os discípulos roubaram o corpo. A teoria de que os discípulos roubaram o corpo de Jesus não pode apoiar a última opção dos céticos — a de que os autores do NT foram todos enganados. Por quê? Porque a teoria faz que os autores do NT sejam os enganadores, e não os enganados! Naturalmente, isso é um ataque frontal a todas as evidências que vimos até aqui. A teoria presume a insustentável posição de que os autores do NT eram todos mentirosos. Por alguma razão inexplicável, roubaram o corpo com o objetivo de serem eles mesmos surrados, torturados e martirizados! As pessoas que defendem essa teoria não podem explicar por que qualquer pessoa faria isso. Por qual razão os discípulos embarcariam em tal conluio de autodestruição? E por que todos eles continuaram a dizer que Jesus ressuscitara dos mortos quando poderiam preservar sua vida ao se negarem a dar seu testemunho?
Além do grave conflito de interesse dos discípulos, os defensores dessa idéia não podem explicar outros absurdos exigidos pela teoria. De que maneira, por exemplo, os discípulos passaram pela guarda de elite romana que fora treinada para guardar o túmulo com o penhor da própria vida? Se Jesus nunca ressuscitou dos mortos, então quem apareceu a Paulo, a Tiago e às outras testemunhas oculares? Os autores do NT mentiram sobre sua conversão também?
Paulo simplesmente inventou as evidências encontradas em 1 Coríntios? E o que dizer sobre os autores não-cristãos? Teria Josefo mentido sobre Tiago ter sido martirizado pelo Sinédrio? Por acaso o escritor romano Flegon (nasc. c. 80 d.C.) mentiu também quando escreveu suas Crônicas, em que diz: "Jesus, enquanto vivo, não foi de qualquer ajuda para si mesmo, mas, quando ressuscitou depois da morte, exibiu as marcas de sua punição, e mostrou de que maneira suas mãos foram perfuradas pelos pregos"? Seria preciso mais do que um "milagre" para que tudo isso acontecesse, caso Jesus não tivesse ressuscitado dos mortos. Não temos fé suficiente para acreditar em tudo isso!
Como já vimos, a noção de que os discípulos roubaram o corpo é exatamente a explicação que os judeus ofereceram para justificar o túmulo vazio. Além do fato de os discípulos não terem nenhum motivo ou habilidade para roubar o corpo, essa antiga explicação judaica não foi uma boa mentira por duas outras razões: 1) como os guardas adormecidos poderiam ter visto que os discípulos haviam roubado o corpo? e 2) nenhum guarda romano se deixaria punir com a pena capital por ter dormido no posto (talvez seja por isso, como registra Mateus, que as autoridades judaicas tiveram de pagar os guardas e prometer que os livrariam de problemas com o governador).
Em 1878, foi feita uma fascinante descoberta arqueológica que corrobora a afirmação bíblica de que os judeus estavam espalhando a versão do roubo. Uma placa de mármore de 38 cm por 60 cm foi descoberta em Nazaré com a seguinte inscrição:
“Decreto de César: É meu prazer que tumbas e sepulturas permaneçam perpetuamente imperturbadas por aqueles que as construíram para o culto aos seus ancestrais, aos filhos ou aos membros de sua casa. Se, porém, qualquer um fizer acusação de que outro as destruiu ou que, de alguma maneira, tenha extraído o sepultado, ou o tenha maliciosamente transferido para outro lugar com o objetivo de fazer-lhe mal, ou que tenha substituído o selo por um outro, contra este ordeno que seja constituído um tribunal, tanto com relação aos deuses, como em relação ao culto aos mortais. Pois é muito mais obrigatório honrar os sepultados. Que seja absolutamente proibido a qualquer um perturbá-los. Em caso de violação, desejo que o ofensor seja sentenciado à pena capital ou considerado culpado de violação de sepulcro”

Os estudiosos acreditam que esse edito foi promulgado pelo imperador Tibério, que reinou de 14 a 37 d.C. (durante a maior parte da vida de Cristo), ou pelo imperador Cláudio, que reinou de 41 a 54 d.C. O aspecto notável desse dito é que ele transforma a simples ação de saquear uma sepultura de um ato passível de multa para um ato passível de pena de morte!
Por que o imperador romano se importaria em promulgar um edito tão severo naquele momento, numa área tão remota de seu Império? Embora ninguém saiba com certeza as razões que levaram à promulgação desse edito, existem algumas possibilidades que remetem a Jesus.
Se a inscrição é de Tibério, então é provável que Tibério tenha ouvido falar de Jesus com base em um dos relatórios anuais que Pilatos teria feito. Justino Mártir afirma que foi isso o que aconteceu. Pode ter sido incluída nesse relatório a explicação judaica para o túmulo vazio (os discípulos roubaram o corpo), levando Tibério a impedir qualquer "ressurreição" futura daquele edito.
Se a inscrição é de Cláudio, então o edito pode ter sido parte de sua resposta às revoltas que aconteceram em Roma no ano 49 d.C. Lucas menciona em Atos 18.2 que Cláudio expulsou os judeus de Roma. Isso é confirmado pelo historiador romano Suetônio, que nos diz que "porque os judeus em Roma causavam perturbações contínuas em função da instigação de Crestos, ele [Cláudio] os expulsou da cidade" (Crestos é uma variante do nome Cristo).
Qual a relação entre Cristo e as revoltas judaicas em Roma? Talvez Roma tivesse experimentado o mesmo curso de fatos ocorridos em Tessalônica basicamente no mesmo período. Em Atos 17, Lucas registra que houve um "tumulto" em Tessalônica quando os judeus "ficaram com inveja' porque Paulo estava pregando que Jesus ressuscitara dos mortos. Aqueles judeus reclamaram com os oficiais da cidade, dizendo: "Esses homens, que têm causado alvoroço por todo o mundo, agora chegaram aqui [ ... ]. Todos eles estão agindo contra os decretos de César, dizendo que existe um outro rei, chamado Jesus" (v. 6,7).
Se foi isso o que realmente aconteceu em Roma, então Cláudio não estava feliz com o grupo que agia contra os seus decretos e que seguia outro rei. Uma vez que já tinha conhecimento dessa nova seita rebelde nascida entre os judeus que acreditavam que seu líder havia ressuscitado, é possível que tenha expulsado todos os judeus de Roma e transformado a violação de sepulturas em crime capital.
Qualquer uma dessas duas possibilidades poderia explicar o tempo, o local e a severidade do edito. Contudo, mesmo que o edito não estivesse ligado ao túmulo vazio de Cristo, já temos boas evidências de que os judeus propagaram a hipótese do roubo (v. capo anterior). A questão principal é que a hipótese do roubo foi uma admissão tácita de que o túmulo estava realmente vazio. Além do mais, por que os judeus inventariam uma explicação para o túmulo vazio se o corpo de Jesus ainda estivesse ali?
Um substituto assumiu o lugar de Jesus na cruz. Essa é a explicação apresentada pelos muçulmanos hoje — Jesus não foi crucificado, mas alguém — como Judas, por exemplo — foi morto em seu lugar. O Alcorão faz a seguinte afirmação sobre Jesus:
“Eles não o mataram, não o crucificaram, mais tudo foi feito para que lhes parecesse assim, e aqueles que discordam desse aspecto estão cheios de dúvidas sem conhecimento (correto), mas apenas conjeturas para seguir, pois com certeza eles não o mataram: não, Alá o ressuscitou para si mesmo; e Alá é Exaltado em Poder, Sábio” (surata 4.157,158).

Desse modo, de acordo com o Alcorão, parece que Jesus foi crucificado e que Alá o levou diretamente para o céu.
Existem muitos problemas com essa teoria, sem contar que simplesmente não existe evidência alguma que a apóie. Essa afirmação do Alcorão foi escrita mais de 600 anos depois da vida de Jesus. De que maneira isso pode ser considerado uma fonte mais autorizada sobre a vida de Jesus do que os relatos das testemunhas oculares? Essa teoria contradiz todo o depoimento das testemunhas oculares e o testemunho das fontes não-cristãs.
Além do mais, essa teoria levanta mais perguntas do que respostas. Devemos acreditar que a multidão de testemunhas que presenciou algum aspecto da morte de Jesus — os discípulos, os guardas romanos, Pilatos, os judeus, a família e os amigos de Jesus — estava toda errada sobre quem fora morto? De que maneira tantas pessoas poderiam estar erradas quanto a uma simples identificação? Isso é o mesmo que dizer que Abraham Lincoln não foi a pessoa assassinada ao lado de sua esposa numa noite de abril de 1865 no Teatro Ford. Estaria Mary Lincoln errada sobre o homem que estava sentado ao seu lado? O guarda-costas de Lincoln estava errado sobre quem ele estava guardando? Todas as outras pessoas estavam erradas sobre a identidade do presidente também? Não se pode acreditar nisso.
Existem muitas outras perguntas levantadas por essa teoria. Se Jesus não foi morto, então por que o túmulo do homem que realmente foi morto foi encontrado vazio? Por acaso devemos acreditar que o substituto ressuscitou dos mortos? Se foi assim, de que maneira ele o fez? Devemos acreditar que todos os historiadores não-cristãos estão errados sobre a morte de Jesus? E o que devemos fazer com a admissão judaica da morte de Jesus? Estaria o talmude errado ao dizer que Jesus foi pendurado num madeiro na véspera da Páscoa? Em resumo, devemos acreditar que todas as pessoas do século I estavam erradas sobre tudo?
É preciso questionar uma teoria surgida 600 anos depois dos fatos e que pede a você para acreditar que todas as evidências do século I estão erradas. A verdade é que essa teoria contradiz a maioria dos 12 fatos nos quais praticamente todos os estudiosos acreditam (v. o início deste capítulo). Tal como outras teorias alternativas, essa está construída sobre mera especulação, sem nem mesmo uma partícula de comprovação que possa apoiá-la. Portanto, não temos fé suficiente para acreditar nela.
A fé dos discípulos levou-os à crença na ressurreição. John Dominic Crossan é o co-fundador do grupo de estudiosos e críticos de extrema esquerda que chamam a si mesmos de o "Seminário de Jesus". Eles decidiram que apenas 18% dos dizeres atribuídos a Jesus nos evangelhos são autênticos. Não apresentam nenhuma evidência real para o seu ceticismo, apenas teorias especulativas sobre como a fé dos discípulos levou-os à sua crença na ressurreição e em tudo mais no NT.
Essa teoria foi levantada exatamente durante o debate que Crossan teve com William Lane Craig sobre a ressurreição de Jesus. Crossan apresentou a teoria de que os discípulos inventaram a história da ressurreição porque eles "pesquisaram nas Escrituras" depois de sua morte e descobriram que "a perseguição, se não a execução, era muito semelhante a uma espécie de descrição de função dos eleitos de Deus".
Todo o debate de duas horas girou em torno da resposta de Craig. Ele disse:
"Certo. Isso surgiu depois de terem presenciado as aparições da ressurreição [ ... ]. A fé dos discípulos não levou às aparições [da ressurreição], mas foram as aparições que levaram à sua fé; depois disso é que eles foram pesquisar nas Escrituras".
O fato é que os discípulos assustados, amedrontados e céticos não inventariam uma história de ressurreição e depois sairiam por aí dispostos a morrer por isso.
Em terceiro lugar, antigas fontes não-cristãs sabiam que os autores do NT não estavam apresentando relatos míticos. Como observa Craig L. Blomberg, "os antigos críticos judaicos e pagãos da ressurreição entenderam que os autores dos evangelhos estavam fazendo afirmações históricas, não escrevendo mitos ou lendas. Eles simplesmente discutiam a plausibilidade dessas afirmações".
Em quarto lugar, nenhum mito grego ou romano falou da encarnação literal de um Deus monoteísta numa forma humana (cf. Jo 1.1-3,14), por meio de um nascimento virginal (Mt 1.18-25), seguido por sua morte e ressurreição física. Os gregos eram politeístas, e não monoteístas como os cristãos do NT. Além do mais, os gregos acreditavam na encarnação em um corpo mortal diferente; os cristãos do NT acreditavam na ressurreição do mesmo corpo físico que se tornava imortal (cf. Lc 24.37; Jo 9.2; Hb 9.27).
Em quinto lugar, o primeiro paralelo real de um deus que morre e ressuscita só aparece depois do ano 150 d.e, mais de cem anos depois da origem do cristianismo.Desse modo, se houve qualquer influência de um sobre o outro, foi a influência do fato histórico do NT sobre a mitologia, e não o inverso.
O único relato conhecido de um deus sobrevivendo à morte que seja anterior ao cristianismo é o culto egípcio ao deus Osíris. Nesse mito, Osíris é cortado em 14 pedaços, espalhado por todo o Egito e, depois, remontado e trazido de volta à vida pela deusa Ísis. Contudo, Osíris não volta realmente à vida física, mas torna-se membro de um submundo de sombras. Como observam Gary Habermas e Michael Licona, "isso é muito diferente do relato da ressurreição de Jesus, no qual ele é o gloriosamente ressurreto Príncipe da vida que foi visto por outros na terra antes de sua ascensão ao céu".
Por fim, mesmo se existirem mitos sobre deuses morrendo e ressuscitando que sejam anteriores ao cristianismo, isso não significa que os autores do NT copiaram esses mitos. A série de TV de ficção científica Jornada nas estrelas precedeu o programa norte-americano do ônibus espacial, mas isso não significa que as reportagens de jornal sobre as missões do ônibus espacial são influenciadas pelos episódios de Jornada nas estrelas! É preciso olhar para a evidência de cada relato para ver se é histórico ou mítico. Não há testemunhas oculares ou evidências que corroborem a historicidade da ressurreição de Osíris ou de qualquer outro deus pagão. Ninguém acredita que eles sejam realmente figuras históricas. Contudo, como vimos, existem fortes evidências de testemunhas oculares que corroboram a historicidade da morte e da ressurreição de Jesus Cristo.
À luz de todas as evidências positivas da ressurreição, os céticos devem mostrar evidências positivas originárias do século I para suas visões alternativas. Uma coisa é inventar uma teoria alternativa da ressurreição; outra é encontrar evidências do século I para ela. Uma teoria não é uma evidência. É sensato exigir evidências, não apenas teoria. Qualquer um pode inventar uma teoria para explicar um fato histórico qualquer. Por exemplo: você acreditaria numa história que afirmasse que todo o material filmado nos campos de concentração do Holocausto fora encenado e fabricado por judeus com o objetivo de angariar simpatia e apoio para um Estado judeu?

É claro que não, porque isso vai de encontro a todas as evidências conhecidas. Para serem levados a sério, aqueles que propõem tal teoria devem apresentar relatórios dignos de crédito e independentes de testemunhas oculares, além de outras evidências corroborantes, para irem na direção oposta aos inúmeros relatos que dizem que o Holocausto foi real e que foi realmente perpetrado pelos nazistas. Mas não existe nenhuma dessas contra-evidências.

Esse é o caso da ressurreição. Embora os céticos tenham formulado diversas teorias alternativas para desacreditar a ressurreição, não há evidência de alguma fonte do século I que apóie qualquer uma dessas teorias.[1] A única teoria que é até mesmo mencionada por uma fonte do século I (os discípulos roubaram o corpo) vem de Mateus e é claramente identificada como mentira. Ninguém do mundo antigo — nem mesmo os inimigos do cristianismo — deu uma explicação alternativa plausível para a ressurreição. Muitas das teorias alternativas formuladas nos 200 anos seguintes estão baseadas no anti-sobrenaturalismo. Uma vez que os estudiosos modernos eliminam filosoficamente os milagres logo de início, eles inventam explicações ad hoc para desacreditar a ressurreição. Como vimos, suas explicações ad hoc contêm inúmeros absurdos e improbabilidades.

Deveríamos perguntar àqueles que possuem teorias alternativas para a ressurreição: "Que evidências você tem para sua teoria? Por favor, poderia citar três ou quatro fontes do século I que apóiem sua teoria?". Quando os céticos honestos se vêem diante dessa pergunta, normalmente respondem com o silêncio ou admitem de modo gaguejante que não possuem tais evidências, porque elas não existem. E não é apenas a ressurreição que os céticos precisam explicar. Também precisam explicar os outros 35 milagres que as testemunhas oculares associaram a Jesus. Devemos acreditar que os quatro autores dos evangelhos foram todos enganados acerca de todos aqueles milagres, bem como sobre a ressurreição de Jesus?

Essa teoria de engano em massa precisa de evidência. Possuímos alguma outra fonte do século I que ofereça uma explicação diferente para as obras de Jesus? A única que foi descoberta (e que provavelmente é do século 11 é o talmude judaico, que admite que Jesus realizou atos incomuns dizendo que ele "praticava feitiçaria'. Mas essa explicação é tão fraca quanto a explicação judaica para a ressurreição (os discípulos roubaram o corpo). Talvez a feitiçaria pudesse explicar alguns dos "milagres" de Jesus, mas o que dizer de todos os 35? Feiticeiros e mágicos não podem realizar o tipo de ato que se diz que Jesus realizou — ressuscitar mortos, dar vista a cegos, caminhar sobre as águas, e assim por diante.

Desse modo, se não existe nenhuma evidência antiga para esse engano coletivo, devemos aceitar os milagres do NT como são apresentados? Por que não? Vivemos num Universo teísta, onde milagres são possíveis. Embora seja verdade que não tenhamos confirmação independente para todos os milagres do NT (porque alguns são mencionados por apenas um autor), certamente temos múltiplas confirmações de muitos deles (até mesmo a ressurreição de Jesus). A quantidade de milagres de Jesus citados por fontes independentes é grande demais para que eles sejam eliminados como se fossem um grande engano. Uma pessoa pode ser enganada uma vez, mas não é possível que vários observadores sejam enganados repetidamente.

O estudioso alemão Wolfgang Trilling escreve: "Estamos convictos e consideramos historicamente correto que Jesus de fato realizou milagres [ ... ]. Os relatos de milagres ocupam tanto espaço nos evangelhos que é impossível que tudo isso pudesse ter sido subseqüentemente inventado ou transferido para Jesus".


William Lane Craig conclui: "O fato de que a obra miraculosa pertence ao Jesus histórico não é mais discutido". Ou seja, os milagres não são discutidos com bases históricas, mas apenas com bases filosóficas.

O mais importante é que existem muitos milagres e muito testemunho para se acreditar que todas as testemunhas oculares erraram todas as vezes. Com respeito à ressurreição, todas as teorias alternativas possuem erros fatais e temos fortes evidências circunstanciais e de testemunhas oculares de que Jesus realmente ressuscitou dos mortos. Em outras palavras, não apenas carecemos de uma explicação natural para o túmulo vazio, mas temos evidências positivas da ressurreição. A explicação que exige a menor quantidade de fé é a de que Jesus realmente realizou milagres e realmente ressuscitou dos mortos como havia predito anteriormente. Desse modo, não temos fé suficiente para acreditar que os autores do Novo Testamento foram todos enganados.
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Extraído do livro: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek.


domingo, 7 de maio de 2017

QUER SER UM APOLOGETA?




QUER SER UM APOLOGETA?



“Então, esse texto é para você”.
“(...) Sabendo que fui posto para defesa do evangelho, mas outros, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões” – Filipenses 1:16, 17.


As prisões de Paulo outrora já produziam crentes (pregadores) falsos, que pregavam o Evangelho não puramente, por “contenção”, “eritheia” (Filipenses 1:16, 17), uma palavra que antes significava trabalho honrado e passou a significar intriga desonrosa. A mesma palavra, depois passou a descrever uma pessoa que só estava preocupada com o seu bem-estar, uma pessoa suscetível a ser subornada, uma pessoa ambiciosa e rebelde procurando oportunidades de promoção. Deixe-me problematizar por um momento.

“Será mesmo que as atuais posições apologéticas contribuirão para que o Reino de Deus avance sobre a atual cristandade, e o mundo perdido?”. É evidente, que o avanço se dê somente em denominações, em realizações no âmbito pessoal, nos institutos teológicos vinculados as denominações, e por fim, as editoras que patrocinam a logística. De fato, é o que acontece. São grandes fábricas de “bezerros de ouro”, existem até funcionários aptos para fundição.

Você diz ser um apologeta? Um cristão maduro? Um cristão reformado? Sabe sobre as doutrinas da graça? Mas me responda algo: Você sabe o que é o amor de Deus, ama o Seu próximo como Jesus Cristo o amou, e ordenou? (João 13:34, 35). Se ainda não sabe, você nada pode ser (1 Coríntios 13:1,2), e se você não ama o Seu próximo não se considere um cristão (1 João 4:20; 3:17; 4:12; 1 João 3:10). Do contrário, não será diferente de muitos dos falsos líderes “neopentecostais”, simplesmente pelo fato de dizer que é reformado. Será mais um pseudo-cristão.

A MAIORIA DOS “LÍDERES REFORMADOS”

Como um cristão reformado, que subscreve uma confissão reformada, e segue com muito esforço a confessionalidade de erudição e a prática com piedade, posso dizer, a até mesmo afirmar, que o Espírito que estava por de trás de toda reforma, não é o mesmo espírito que atua no coração desses “líderes reformados” atuais.  Vejo o Diabo usando vocês, se escondem atrás das grandes Confissões de Fé. De fato, sabem na teoria, mas envergonham o Espírito que guiava os antigos. Vejo em vocês o orgulho em suas disputas vaidosas de conhecimento. Vocês querem a estima e as honrarias dos homens, e terão, os homens adoram qualquer coisa.

Jesus condenou os fariseus pelo interesse deles em impressionar os outros (Mateus 23:5 – 12; Marcos 12:38 – 40; Lucas 16:15; 20:46, 47). Eles tinham aperfeiçoado diversas técnicas de chamar atenção, como usar roupas especiais para fazê-los parecer mais religiosos, orar e jejuar de modos muito visíveis (Mateus 6:1 – 18), e disputar pelas posições mais elevadas tanto na sinagoga como no mercado. Eles insistiam em que os outros lhes dessem títulos especiais de respeito, quando os saudassem, porque queriam ser notados e admirados.

O Diabo não é muito criativo, vejo em vocês apenas uma nova roupagem, mas o fermento (hipocrisia) é o mesmo. “São como um grande bolo solado (ruim), pouco trigo e muito fermento”.“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai” (João 8:44). O Diabo tem Seus filhos em todas as partes, e não seria diferente no meio “reformado”. Não sou confundido por ventos de “doutrinas de homens”, ensinadas por mentirosos, por falsos teólogos, falsos pastores reformados. Você sabe o que é teologia reformada? Faz bem! O Diabo sabe mais que todos vocês juntos, e no fim ele ainda usa vocês. (2 Coríntios 11:14, 15).

“Então você tem uma soteriologia reformada? Grande coisa. O diabo também tem. Não existe Reforma até que a Palavra de Deus penetre no fundo da Sua alma e transforme todos os aspectos de sua vida” – Paul Washer.

O ateísmo prático é o mais perigoso, mesmo acreditando em Deus, vive como se Deus não existisse, assim são vocês, tão malditos que duvidam de Suas próprias posições. A fé acompanha absoluta abstinência de dúvida pelo antagonismo inerente à natureza dos fenômenos psicológicos e da lógica conceitual. Ou seja, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. Como vocês podem dizer ter fé? Vocês fazem de tudo para provar a fé, a todo tempo à fé!

“Se não podes entender, crê para que entendas. A fé precede, o intelecto segue”. Não podem mudar o que já está posto, o que é natural não pode ser superior o que é sobrenatural! No fim o resultado é a confusão das mentes jovens. Eles não criam raízes, são árvores que não suportarão vendavais, são pequenas embarcações que não suportarão tormentas. São fracos e superficiais. Os jovens reformados realmente entenderam o que é Teologia Reformada?

Eles não conseguem suportar os inimigos de suas páginas sociais, e se falarmos de amar a esses inimigos como seria? Triste situação! Nos jovens está a força e o futuro, sabemos disso, mas também sabemos que uma árvore que não cria raízes profundas, será possivelmente uma árvore fraca e infrutífera. O Diabo sabe fazer isso bem, criar uma teologia para conduzir a destruição e a morte. Lembro-me da teologia de Satanás no jardim do Éden:

“Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo do bem e do mal” – Gênesis 3:5, 22.

O Diabo mentiu? Claro que não! Sabemos que às vezes ele fala “verdades” (cf. Mateus 4), “verdades” que não são plenas, são incompletas e no fim produzem morte. Na tentação de Jesus Cristo não foi muito diferente, ele citou textos sagrados.

“Está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra”. (Mateus 4:6; Salmos 91:11).

Alguns pontos me chamam atenção:

(1) O Diabo sabe da escritura (Mateus 4:6); 2) Quando o Diabo entrou em Judas Iscariotes, nada foi alterado, permanece “voz, aparência e força” intactos (Lucas 22:3 – 6). Atente para a parte depois da negociata de Judas com os chefes dos sacerdotes e aos oficiais da guarda do templo, diz que: “Judas aceitou e ficou aguardando uma oportunidade (...)”. Vocês aguardam somente pelas oportunidades, se a primeira vinda de Cristo fosse ao século XXI vocês o crucificariam por algumas moedas (Hebreus 6:6). 
Vocês não me enganam! O mestre de vocês é Satanás, o orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios, e vocês são viciados em debates.

Vocês estão fazendo os jovens achar que parecem com o Altíssimo, vocês fazem os jovens comerem da árvore do mal todos os dias, pois, o bem já não existe mais e muitos estão morrendo. Se colocarmos muitos deles, simplesmente desaparecem diante a Santidade de Deus, não se ver o caráter de Deus em nenhum deles, são vaidosos, maus e débeis. Jovens que gastam mais com livros, que com missões, o que falar? De quem é a culpa?

“O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página” – Santo Agostinho.

Vocês falam de soteriologia (salvação), mas esquecem de falar do amor de Deus, pois, a motivação de Deus para dar foi o amor (agapao/agape), o amor de Deus transformou-se em um ato de doação (João 3:16), e vocês dizem em Seus debates: Deus não é só amor, e eu lhe digo: “e de tudo que vocês falarem, vocês não serão nada, e não farão nada sem o amor” – 1 Coríntios 13.  Vocês são como um sino que tine, nada mais.

Vejo muitas movimentações nas páginas sociais, mas são águas como de um esgoto sujo a céu aberto que tem sua fonte proveniente dos corações corruptos e enganosos de líderes em estado de “putrefação”, que se gabam por terem se casado somente uma vez, e por terem filhos sobre sua obediência (tutela), não delinquentes, ótimo! Mas seguem conselhos teológicos de homens como Agostinho de Hipona (uma vida familiar totalmente arruinada, por atos desastrosos), Hipócritas!

Longe de mim denigrir a imagem de Santo Agostinho, adoto em todas as instâncias a sua teologia, mas não muito diferente no sentido de como decorreu sua vida, em muitas vezes encontro consolo na vida de Agostinho em saber que não sou o único que teve uma vida totalmente depravada antes da conversão, com tropeços, grandes tropeços, e consequências desastrosas na vida presente.

Por outro lado, são ignorados requisitos como, por exemplo, “moderado” (epieikes) uma palavra que sugere um caráter equitativo, razoável, controlado, moderado, justo e considerável. É o oposto de severo, abrasivo, sarcástico (designa um escárnio ou uma zombaria, intimamente ligado à ironia, com um intuito mordaz quase cruel, muitas vezes ferindo a sensibilidade da pessoa que o recebe), cruel e contencioso. E não é isso que notamos nos debates “apologéticos” atualmente? Tratam-se até como irmãos, mas no final acaba indo a hospitais depois de seus longos e “respeitosos” debates, não são piedosos, apenas se escondem atrás de uma falsa piedade, pessoas falsas com rótulos falsos como um CD pirata vendido a qualquer esquina por um traficante, até ouvimos suas “músicas”, mas sabemos que tal ato é errado e fere leis, e por esse motivo devemos ignorar.

Decoram cartilhas de soteriologia, mas não entendem que a aliança são promessas feitas antes da Lei. São como jovens irresponsáveis que não estudaram diligentemente os assuntos dados por seus mestres, e na véspera das provas decoram os assuntos para se sair bem! Eles irão dizer em alta voz naquele grande dia (Mateus 7:21-23):

Senhor! Senhor! Não debatemos nós em teu nome? Não lutamos nós contra os pecadores em teu nome? Não o aceitamos Senhor! Eles eram falsos e mentirosos. Não combatemos nós jogadores como Neymar Jr., da seleção brasileira de futebol, jogadores estes que usavam de faixas com escritos relacionados a teu nome (“100% Jesus”), mas eles não mereciam teu perdão, pois, os tais usavam de xingamentos posteriormente. Não sondamos nós as suas más intenções Senhor, as intenções de seus corações? Eram pecadores, homens promíscuos, que viviam em festas, e depois diziam ser crentes, não deixamos de forma nenhuma eles zombarem da cruz Senhor!

Senhor! Senhor! Não aumentamos a velocidade de nossas internets, e até compramos livros em teu nome para melhor expressar nossas posições teológicas a homens de nossas mesmas posições, apenas para recebermos estima e honrarias? Senhor! Não pregamos nós salvação para aqueles que já eram alcançados por ti, aqueles que já eram entendidos acerca da salvação, aqueles que já faziam parte de nossa congregação há anos?. – Hipócritas! Sabe o que ouviram não é?

São pastores de gabinetes e se gabam por isso. Vocês são sujos, vocês não são apologetas, apenas definem bem etimologicamente a palavra, conseguem ver como falo bem (ironia)? Mas o meu coração ao tempo que escrevo se enche de ira, sei o que vocês estão ajudando a produzir na cristandade pós-moderna, principalmente no meio reformado.

Uma legião de homens com os corações de demônios, dizem crer, e eu digo: “Fazes bem; também os demônios crêem e estremecem” (Tiago 2:19). Pergunto-me: por que tantos debates, tantas discursões e tanto ódio, será que não leram 1 Coríntios 13:4? Vocês se colocam acima da verdade da escritura e acham que sabem alguma coisa.

Deparo-me com “verdades” que não transformam a vida de ninguém, “verdades” que dividem a Igreja, uma sabedoria tão maldita, tão terrena, tão diabólica que não pode vim do céu, e certamente não vem de Deus (Tiago 3:14-16). Pois, a sabedoria que vem de Deus é “antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera”. – Tiago 3:17.

Penso, devemos ser perseguidos por uma verdade que não pode ser achada, nem encontrada por compêndios e livros, muito menos pode ser compreendida. Essa verdade é Pessoa, Jesus Cristo o Filho de Deus.

“Deus nos escolhe e nos chama com a Sua graça irresistível, e tudo (Graça e Fé) provém dEle, e como vocês acham que vão fazer as pessoas acharem Deus por meio de seus debates pobres, e seus péssimos sentimentos?”.

Vocês acham que a exposição da Palavra de Deus é isso? Os jovens que seguem aos seus ensinamentos, e os seus exemplos já conseguem dizer: “Sou totalmente depravado, um mísero pecador!” Para assim ter a certeza que é um eleito, um crente que alcançou a verdade da escritura, são superficiais até em suas declarações, também dizem: compreendi todos os documentos confessionais (reformados), agora mais do que nunca sou um eleito! Triste situação. Vai para o inferno sabendo sobre toda obra de João Calvino e os reformadores!

Não existe nada de irresistível em seus debates, confesso que alguns me enojam, e outros muitos me fazem desligar meu computador, outros me fazem dormir, é diametralmente oposto há sermões (ensinamentos) expostos por pregadores como Paul Washer, C. H. Spurgeon, Dr. Martyn Lloyd-Jones, Leonard Ravenhill e outros apaixonados por Cristo (evangelho) e por almas, viviam e vivem para saquear o inferno, e que por sinal odeiam palmas e holofotes, do contrário, um desses não passaria 10 anos dentro de uma selva, e em subida de montanhas completamente congeladas, arriscando sua vida por amor a Jesus Cristo.

Pobres “cristãos” vocês são! Vejo no final, bem no final, “reformados” cansarem dessa “modinha teológica”, jovens com depressão me procuram, dizendo não aguentar mais esses debates e essa teologia vazia.

“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os teus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos” (Romanos 11:33). Esse versículo deveria colocá-los em seus devidos lugares.

Acham que são ricos de entendimento, mas são tão desgraçados, pobres e nus, não conseguem ver nem a sua própria nudez, e lutam para tirar o cisco dos olhos alheios, mas existe uma trave em seus próprios olhos que os impedem.

“Eu prefiro ter um Leonard Ravenhill (arminiano) do que vinte calvinistas apáticos, pois, eu observei algo na vida de Ravenhill (...) Ele era um pregador perigoso!” — Paul Washer.

Pobres apologetas! Deparo-me até com jovens “ex-pentecostais” que dizem ser confessionais (reformados), mas que ainda não são “modelados” pela verdade da Palavra de Deus, será mesmo que compreenderam o espírito da reforma protestante que paira sobre as páginas sociais? Ou são ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações, estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas? (Judas 13)
O que disse sobre o espírito da reforma? Paira! Mas Respondam-me apologetas:

O que resiste na adversidade e mostra prudência na prosperidade? O que é forte no sofrimento e alegra-se com boas novas? O que está acima da tentação? O que é generoso na hospitalidade, agradável entre verdadeiros irmãos? O que é paciente com a falta de fé (entendimento acerca de algumas doutrinas)? Respondam-me! O que é o espírito dos livros sagrados, a virtude da profecia, a salvação dos mistérios? O que é à força do conhecimento, a generosidade da fé, a riqueza para os pobres, e vida aos moribundos?

Vocês não devem saber que é o amor, o amor é tudo! Mas vocês até falam do amor, mas ele é frio e calculista em seus corações, podemos até dizer que o amor de vocês é maquiavélico (pérfido), e fingido. Os cristãos em toda a história foram perseguidos e mortos por pregarem o evangelho, e no presente século XXI cristãos a todo o momento são queimados, crucificados, decapitados, degolados e apedrejados, e vocês acham ser um reformado radical, um apologeta porque pessoas excluem e bloqueiam vocês em páginas sociais? Vocês se acham apologetas por causarem uma certa repercussão ao irem em um programa de TV? Quão débeis vocês se tornaram! Onde se perderam? Voltem! Façam esses jovens desejarem em seus corações morrerem por Jesus, incentivem aos jovens a glória de padecer pelo nome Santo do Rei da glória.

Os jovens estão seguindo seus péssimos exemplos, querem condenar os programas de TV neopentecostais por divulgarem um evangelho falso e híbrido, querem condenar os “pentecostais/arminianos”, querem condenar como heresia qualquer movimento que fuja das prescrições escriturística, ótimo, fazem muito bem! Mas vocês não estão fazendo do evangelho algo híbrido e falso, do mesmo modo por outro viés?
Existe um encorajamento para se pregar o evangelho a toda criatura? As nações, por exemplo?

Os jovens estão aprendendo Teologia para debater em páginas sociais, eles não conseguem pregar nem ao menos para seus familiares ignorantes e condenados, eles não conseguem pregar o evangelho aos seus vizinhos, são tímidos, eles não conseguem pregar para os “amigos” ímpios, são medrosos, temem a solidão. Como posso dizer que eles são reformados, se são totalmente deformados em sua vida cristã? Reformados morreriam pelo evangelho, qualquer um sem exceção.

Eles não aprenderam ainda o significado das palavras misericórdia, fé e amor, como pode um crente dito reformado não saber dessas virtudes? O corpo até cresceu, mas o pensamento ainda é de menino, não sabem como desenvolver a salvação (Filipenses 2:12), não lembram que o que moveu o coração de Martinho Lutero de íntima compaixão, foi justamente essas virtudes características da Pessoa de Cristo, misericórdia e amor que vivia em suas entranhas.

Quando vocês irão acordar para suas vidas “cristãs” falsas e superficiais? Vocês compram livros, e mais livros, de valores altos, mas não se sensibilizam com a necessidade de seu próximo, seja lá quem for, e qual a sua necessidade. “Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tiago 2:18; Mateus 25:34 – 46; Tiago 2:15,16), vocês acham que as obras são livros? Pois, compram mais livros do que qualquer outra coisa, gastam mais com livros do que com qualquer outra coisa. Não sou contra os livros, mas quero trazer o assunto para o que é importante, compre livros e ame o próximo, ou melhor, ame o próximo e se der compre livros. Devemos viver sem egoísmo, devemos nos afastar de qualquer ambição egoísta ou atitude presunçosa. Devemos estimar os outros como mais importantes e valiosos que nós mesmos. (“Kenosis – é um conceito na teologia cristã que trata do esvaziamento da vontade própria de uma pessoa e a aceitação do desejo divino de Deus”).

“Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros” – Filipenses 2:4.

Sabemos que as obras não atuam como méritos para salvação, mas como evidência de uma fé salvífica dada como um dom divino e amoroso, para uma pessoa que outrora estava morta, sem sentir, ouvir e ver, mas que agora está viva, que sentindo, vendo e ouvindo as instruções de um Pai zeloso.

Os gritos de um mundo que caminha por lugares escorregadios e quebradiços, onde a qualquer momento pode-se em algum lugar quebrar, e pessoas “escorregarem com o seu próprio peso (pecados)”, para o mais profundo do inferno.

Se você não consegue ouvir a voz por trás da voz de um morador de rua pedindo comida, que grita por salvação, você nunca terá a “mente” de Cristo, Jesus conseguia ouvir gritos no silêncio, e gemidos nos sorrisos, não estou falando de Cristo como ser divino (onisciente), mas como um ser humano sensível que foi, e é, e longe desse texto separar as naturezas de Deus-Homem, apenas destaca uma de suas naturezas. Preciso explicar-me antes que vocês exijam a minha cabeça, ou me confundam com Nestório.

JOVENS

Jovens debatedores! Os corações de vocês não ardem pelo genuíno leite espiritual, antes almejam popularidade, um orgulho espiritual, algo que certamente levará vocês a apostasia e a frieza espiritual. Perda da salvação? Talvez não, se é um eleito, como a salvação pertence e vem de Deus, posso lhe garantir que não, mas isso não é garantia de que vocês não passarão pelas consequências de suas más escolhas, e porque não de suas rebeldias.
Suas páginas são recheadas de frases, textos de Paul Washer, C.H. Spurgeon, João Calvino e muitos outros, mas se colocarem vocês ao lado desses homens vocês desaparecem. Vocês não se parecem nada com eles! Despertem jovens! Pensem que na Teologia não existe “formação acadêmica”, e acalme os seus corações afoitos, vocês nunca se formaram em Teologia. E porque essa correria para mostrar conhecimento? Mostre amor! Mostre verdade! Mostre sinceridade!

Se o fundamento posto é Cristo, porque não notamos mudanças? Porque vocês são ainda a mesmas pessoas de antes? Terrenas, animais e diabólicas? Olhem para si, “examine-se o homem a si mesmo” (1 Coríntios 11:28), vocês são cristãos? E porque vocês acham isso? Por favor, não se comparem com crentes de sua Igreja, nem com seus pais, e irmãos de internet, nem com o seu líder, nem com ninguém do meio evangélico, nem com a sua congregação, apenas com Jesus Cristo e com a Escritura, nada garante que essas pessoas sejam verdadeiramente cristãs, ou salvas.

O que lhe garante que tais pessoas sejam verdadeiras cristãs? Porque elas falam que são? Porque elas têm muitos anos de conversão? Porque elas têm títulos acadêmicos? Ou porque elas são parecidas com a maioria das pessoas de sua Igreja (congregação)? Mas se elas se compararam com crentes que não eram cristãos? Que se compararam com outros crentes que não eram, e assim por diante? Devemos apenas nos comparar com a Escritura e com a Pessoa de Cristo Jesus. Se colocar Cristo a seu lado você se parece com Ele? Ou você se parece com a maioria dos “cristãos” a sua volta? Você age como Cristo? Fala como Cristo? Pensa como Cristo? Você realmente é uma nova criatura com uma santa vocação? Você é irrepreensível? (2 Coríntios 5:17; Efésios 1:4; 2 Timóteo 1:9).

Jovens! Por exemplo, se nesse exato momento surgisse um convite para vocês embarcarem em viagens missionárias em países longínquos, longe de tudo e de todos, e se fosse para fazer exposições bíblicas em uma praça pública, e se o convite tratasse de um programa voluntário para cuidar de pessoas doentes e refugiadas de um país em guerra, sabendo que ali haveria oportunidade de se pregar o evangelho, e se fosse para ensinar o evangelho a detentos (presidiários) e doentes de sua cidade, o que vocês fariam? Sejam sinceros!

Acredito que muitos de vocês não sairiam de suas casas, não sairiam de seus computadores, nem dos seus Smartphones, não conseguiriam nem ao menos levantar de suas cadeiras estofadas confortáveis. Acredito que muitos de vocês irão ler esse texto e continuar com suas vidas miseráveis, enganando-o a si mesmo, e sendo enganados por outros miseráveis.

Acredito que muitos de vocês não falaram sequer do evangelho para os vizinhos, colegas de escolas e colegas de trabalho. Acabei de descrever 99% dos jovens “cristãos reformados”. Falam de jogos de futebol, de times, de livros, de autores, de política, de filmes, e o restinho que sobra é dado realmente para o evangelho da glória de Cristo! Mas tudo que faço é para glória de Deus! Vocês dizem, e eu digo: sim continuem. A juventude (mocidade) logo passará, e vocês se arrependerão por não terem feito aquilo que deveria.

“A melhor garantia para conhecer a vontade de Deus no futuro é estar dentro da sua vontade no presente”— T.B. Maston.

Vocês podem dizer que fazem tudo para glória de Deus, Salomão viu vaidade em tudo “Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade” – Eclesiastes 1:2. Salomão descreve o presente dos jovens, mas é enfático com o fim:

“Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento (...) De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” – Eclesiastes 12:1,13,14.

Deus sempre sonda corações e intenções, e Ele sempre tocará no coração de seus amados filhos, e de forma doce falará:“Levante-se filho meu, vá e pregue a minha Palavra, cuidarei de ti onde quer que pise a planta de vossos pés”. E como um filho obediente, sempre responderá: “Sim Pai, já estou indo falar do SENHOR, e das Suas grandes obras”. Aleluia!
Mas sempre vai haver murmurações, e indagações: existe algo de mal em fazer todas essas coisas? Claro que não! Mas deixo vocês a pensar nessa frase de Leonard Ravenhill:

“Como você pode derrubar as fortalezas de Satanás, se você não tem nem a força para desligar a TV?”.

E por isso muitos de vocês não deveriam está em uma posição de meninos inconstantes levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano de homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente? (Efésios 4:14) E vocês podem falar: Espere um pouco irmão Plínio, as doutrinas que eu defendo em minhas páginas sociais são verdadeiras! E eu lhe respondo: Até que ponto? São completas? São iguais as “verdades” pregadas pelo Diabo no jardim do Éden e no deserto? Devemos saber o: “Está escrito”, e “Também está escrito”. O amor, e a justiça é realmente o plano de fundo de sua vida cristã?

Senão, aconselho-te que releia sua bíblia, e digo mais, pare agora mesmo de ler biografias, até que você se torne mestre nos personagens bíblicos, principalmente na Pessoa de Jesus Cristo. Ter a Sua mente (de Cristo) exige-se muito tempo de meditação.

Existe um grande perigo em ler biografias, elas te fazem viver a vida de outros homens, que nem ao menos vocês se parecem com eles. Pelo simples fato de você concordar com as suas vidas piedosas, não lhe certifica como um cristão piedoso, se vocês compartilham de suas experiências devocionais, como fervor e vida de oração, não significa que vocês tenham essa vida. Jovens! Respondam-me algumas perguntas, e eu lhes trarei a realidade: Hoje, quantas horas vocês passaram de joelhos em oração? E no estudo diligente quantas horas se debruçaram sobre a escritura sob oração (orare et labutare)? Quando foi a sua última consagração ao Senhor, com jejuns, rogos e prantos? Partindo do pressuposto que sabem sobre a escritura, quando foi que os ímpios ouviram o brado de suas vozes “Arrependei-vos e crede no Evangelho!” – Marcos 1:15, “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?” – Mateus  3:7.

E por fim, muitos usariam de várias “desculpas” para negar o convite. E por isso muitos de vocês não deveriam está em uma posição de “cristãos” falsos (mentirosos) e superficiais? A questão não é se você foi desafiado. A questão é: “você foi transformado?”.

Que ser um defensor da verdade bíblica? Primeiro, examine-se a si mesmo nesse exato momento. Segundo, peça a Deus para que Ele lhe dê um Espírito de poder, amor e equilíbrio (2 Timóteo 1:7; Romanos 8:15; 1 João 4:18). E por último, esteja certo que você não é um apologeta por postar textos e frases em páginas sociais.

Acredito que as páginas sociais sejam de grande valia na divulgação do Evangelho, mas existe um perigo iminente, atualmente as páginas sociais estão disseminando o mal e atuando na divisão do corpo de Cristo. Sinceramente é o Reino do mal levado em bolsos de pessoas despreparadas e não aptas no manuseio da espada da verdade (Palavra de Deus). Devemos ter cuidado e prudência. (Efésios 6:10 – 20).

Ainda quer ser um apologeta? Ame a Deus acima de todas as coisas, e de todas as pessoas. Cresça, desenvolva a vossa salvação, primeiramente em Temor e Tremor, desenvolva uma vida piedosa e devota a Cristo Jesus. Quanto das escrituras tem sido o seu banquete diário? Quanto tempo de oração você tem passado de joelhos diante o trono de Deus? Quanto você tem visto pessoas serem quebradas pela verdade contida na Palavra de Deus? Quantas rótulas quebradas você tem visto diante o Rei da glória? Quantos crentes, você tem visto dividindo o pão com os necessitados? Você tem dividido? Realmente estamos em um mesmo Espírito? Em uma mesma verdade? Tenho me assustado com o que tenho visto no meio cristão. E tudo isso colocado nesse texto, não é nem um terço do que tenho sentido, essa exortação veio primeiramente a mim. Acredito que “Deus corrige a quem Ele ama, e castiga quem Ele aceita como filho” (Hebreus 12:6; Provérbios 3:12). Não leve a exortação como algo ruim, mas leve tudo isso como um sinal do grande amor e misericórdia de Deus.

AOS JOVENS DA ZUEIRA

Jovens da “Zueira”, vocês estão levando Cristo ao vitupério, acredito que se a “plenitude dos tempos” fosse o presente século XXI, vocês seriam os primeiros a gritarem: Crucifica-o! Crucifica-o! Vocês zombariam de Cristo (“Rei dos judeus!”), Vocês produziriam a coroa de Espinho, é nítido ver o mesmo espírito de zombaria que atuava naqueles soldados romanos atuar em vocês. Vocês prestam o desfavor (desprezo) ao genuíno Evangelho, não consigo ver nada de “Zueira” no sacrifício de Cristo e nem em pessoas sendo condenadas ao inferno. C.H. Spurgeon disse que “no lugar de pastores alimentando ovelhas, haveria palhaços entretendo bodes”, eu faço uma leve adaptação para essa geração: “Jovens Palhaços entretendo bodes!” É isso que vocês são.

Convertam-se meninos! Os jovens foram os que mais sofreram em toda a história. Se colocarmos o jovem José, o jovem Davi, o jovem Estevão, o jovem Timóteo e muitos outros ao lado de vocês, vocês simplesmente se envergonhariam e pediriam o mais profundo do abismo (inferno). Pena que a “Zueira” arrancou de vocês o Temor e Tremor a Deus. Será que vocês não lêem suas bíblias? Se lêem são rebeldes, pois, não vivem de acordo, se não lêem são crentes falsos, porque fazem “graça” da Graça de Deus! E um dia vocês verão que Deus nos deu a Graça, mas nunca “brincou” com a humanidade, de forma a fazer que pessoas rissem de suas instruções (Doutrinas), essa com toda certeza é a pior geração de crentes de todos os tempos, e a minha opinião é que vocês contribuem muito para isso. Provérbios é um livro que apresenta conselhos importantíssimos para uma vida sábia. Em Provérbios 26:18, 19, a bíblia diz:

“Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira”.

Este conselho nos ajuda a zelarmos por relacionamentos sadios. Ele apresenta uma pessoa que promove desordem social por meio do engano e o compara com um louco. O personagem ilustrado, tudo que faz, o faz de forma velada, com uma má intenção, mas a oculta dizendo que fez tal ação “por brincadeira”.

Bruce K. Waltke (2011) chama a atenção para o fato que o texto fala de alguém que se diverte em meio a uma “distorção inesperada” e que o verbo enganar mostra que o brincalhão tem a intensão de “prejudicar o seu vizinho”. Para o brincalhão, o praticar maldade é divertimento, tornando-se assim um insensato (Provérbios 10:23).

Este versículo sempre cativou a minha atenção, pois sempre que eu fazia alguma coisa e dizia “foi brincadeira”, ele vinha em meu pensamento e de imediato eu refletia sobre tal ação ou palavra que havia dito, pois às vezes, minhas brincadeiras, sem que eu percebesse, acabavam por maltratar alguma pessoa. Portanto, tome cuidado com brincadeiras que enganam o próximo e o prejudica. Pense como está o seu “fiz por brincadeira”.

Não brinquem com o nome de Deus. “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” (Êxodo 20:7). Muitas vezes vocês “cristãos da zueira” não atentam para a preciosidade desse texto. Mesmo sendo um mandamento atrelado ao Antigo Testamento, o principio extraído desta passagem contínua válido. No terceiro mandamento, não tomar o nome do Senhor em vão, é não banalizá-lo, não torná-lo vulgar, pois, o que está em questão não é apenas o Seu nome, mas sim a sua natureza e atributos. Por isso ao usar o nome de Deus, temos que ter certeza de que o que iremos falar dá o devido reconhecimento de Deus em todo Seu ser. Sendo assim, devemos fazer conforme Jesus nos ensina na oração do Pai-Nosso, e orar “santificado seja o teu nome” (Mateus 6:9). Isso quer dizer que “nós santificamos Seu nome quando honramos algum aspecto de Seu caráter”. Será que vocês têm honrado a Deus por meio de seus comportamentos, de suas palavras? Lembre-se que o nome de Deus não é motivo para piada e deve ser honrado em atitudes e palavras.

Uma das causas que tem levado muitos rirem e brincarem dentre o povo cristão, são os erros e heresias na Igreja de Cristo. Conquanto para muitos pareça algo engraçado, Jesus não acharia graça. Houve uma ocasião que Jesus, passando pela cidade, chora sobre Jerusalém. A bíblia diz que “quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: “Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz!” – Lucas 19:42. Ele, quando observou a incredulidade do povo de Jerusalém, não achou nisso motivo para graça, mas sim para choro. Se ao menos eles compreendessem!, lamentou Jesus. Isto porque aquelas pessoas não davam ouvidos à sua mensagem. “Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes eu quis juntar o teu povo como uma galinha junta os seus pintinhos debaixo das suas asas e você não quis!” disse Ele.

Jesus não foi o único a ter dor no coração ao se preocupar com a incredulidade dos outros. Paulo em certa ocasião disse que possuía grande tristeza e incessante dor no coração por causa da incredulidade dos judeus (Romanos 9:2). Aos gálatas ele diz que sentia dores de parto (Gálatas 4:19) pelos irmãos que haviam se desviado do caminho. Aos coríntios, ele expressa a preocupação com eles, possuído de angústia no coração (2 Coríntios 2:4). Aos colossenses, ele menciona a grande luta em sua alma por causa dos irmãos (Colossenses 2:1) que estavam expostos a falsos ensinos (Colossenses 2:8). O exemplo que a bíblia nos ensina diante do falso ensino e heresia na Igreja não é fazer disso motivo de riso e chacota, mas sim de choro e preocupação. Afinal de contas, a Igreja de Cristo vale o Seu sangue e a ordenança à obediência, pois Jesus ordenou que amassemos até os nossos inimigos, e a Sua palavra enfatizou que a nossa luta não é contra carne e sangue.

Mais uma vez digo-lhes: Palhaços!
Vocês não são nada, além disso! Vocês através de suas “zueiras”, não estão ajudando a desenvolver a salvação de nenhum crente, apenas deixa-os em seus pecados de uma forma mais confortável. Ainda estão em seus medos e conflitos internos, mas ao mesmo tempo estão camufladas em seus risos secos que mostram a secura de suas almas vazias. “Arrependei-vos e crede no Evangelho!”. Ainda há tempo! Quer ser um defensor da Palavra de Deus? Respeite-a, Reverencie-a, Tema e Trema diante do poder de Deus! (Romanos 1:16).
“A Palavra de Deus não precisa de defesa, ela é como um leão faminto preso em uma jaula. Abra somente a porta da jaula, e deixe-a livre. Mas respeite-a, caso contrário, será despedaçado (a)”.

CONCLUSÃO

Pelo simples fato de somente abrir a essa jaula. Prepare-se para viver sozinho, perder amigos, e irmãos que na maioria das vezes você o ajudou. Prepare-se para passar por momentos de depressão e de tristeza profundos onde os elogios não serão suficientes. Prepare-se para perder o sono durante toda a sua vida. Prepare-se para dormir mal, e ter muitos pesadelos. Prepare-se para acordar sem ânimo, Prepare-se para perder o humor. Prepare-se para estudar horas e mais horas de sua vida, ao ponto de perder a noção de dias, meses e anos, vivendo como se já estivesse na eternidade. Prepare-se para ter os seus joelhos ensanguentados e calejados, Prepare-se para retirar o pano de saco e cinzas escondidos debaixo de sua cama onde você disse certa vez: Não preciso! Digo: Irá precisar.

Prepare-se para muitas noites de choro sozinho na cabeceira de sua cama. Prepare-se para gemer muitas vezes no chão do banheiro em silêncio, com vergonha das suas covardias, elas serão suas mestras de Teologia. Prepare-se em não ser compreendido pelos próprios irmãos em Cristo. Aconselho-te que grave esse versículo em sua mente: “Fiz-me acaso, vosso inimigo, dizendo a verdade?” – Gálatas 4:16 irá precisar. Prepare-se por não ser compreendido em muitas vezes por sua própria família, ela será sua cruz por muito tempo. Prepare-se por não ser aceito e muito menos compreendido pela sociedade, pois, você é Luz em meio a densas trevas. Prepare-se para amar os inimigos, pois, serão muitos. Prepare-se para dividir aquilo que na maioria das vezes você não tem. Prepare-se para consolar as pessoas, mesmo não estando consolado. Prepare-se para animar as pessoas, mesmo estando desanimado. Prepare-se para não ser aceito pelo próprio meio “evangélico”.

Prepare-se para as críticas, pois, serão muitas. Prepare-se para ser odiado, maltratado e humilhado. Prepare-se para viver as maiores guerras íntimas e pessoais de sua vida. Prepare-se para ter sua mente sendo atacada diariamente pelos seus piores desejos e pensamentos, e claro por nosso adversário Satanás. Prepare-se para perder o apetite e consequentemente emagrecer sem nenhuma saúde, e nessa situação a enfermidade pode ser sua aliada. Prepare-se para ser abatido pelas aflições desse mundo, pois, são muitas. Prepare-se para enfrentar lutas ferrenhas contra a carne, e o pecado. Prepare-se para as derrotas, pois, serão muitas. Prepare-se para as vitórias que serão poucas, mas elas poderão lhe corromper. Prepare-se para os elogios, pois, eles tentarão sua vaidade, e seu orgulho espiritual. Prepare-se para ser perseguido. Prepare-se para uma guerra diária e constante, onde a sua única arma será a Escritura Sagrada, e será nela e somente nela que se manifestará a graça de Deus na revelação de Seu Filho Jesus Cristo. Prepare-se para a solidão mesmo tendo muitos a sua volta.

Mas acima de tudo prepare-se para o porvir. Prepare-se para ser consolado e recebido pelo Deus-Homem, o Cristo ressurreto com uma coroa incorruptível, com uma glória que mui excede a todas as nossas tribulações. Aleluia!

VIDA ETERNA.

“Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus”. (Apocalipse 2:7b).

NÃO SOFRER O DANO DA SEGUNDA MORTE (LAGO DE FOGO).

“O que vencer não receberá o dano da segunda morte”. (Apocalipse 2:11b).

NOVO NOME.

“Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”. (Apocalipse 2:17b).

JULGAR AS NAÇÕES.

“E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai”. (Apocalipse 2:26,27).

VESTES BRANCAS, NÃO RISCAR O NOME DO LIVRO DA VIDA E TER O NOME CONFESSADO DIANTE DE DEUS E DOS SEUS ANJOS.

“O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. (Apocalipse 3:5,6).

UMA COLUNA NO TEMPLO DE DEUS, COM O NOME DE DEUS O NOME DA CIDADE: A NOVA JERUSALÉM E O SEU NOVO NOME.

“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome”. (Apocalipse 3:12).

ASSENTAR COM JESUS NO SEU TRONO.

“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono”. (Apocalipse 3:21).

“Se um cristão não está tendo tribulação do mundo, há algo errado! Não somos chamados para sermos aceitos, somos chamados para glorificar a Deus”.
A SUA SANTA E VERDADEIRA PALAVRA HÁ DE NOS CONSOLAR ATÉ A SUA VOLTA.

Paz e graça.
   Por Pr. Plínio Sousa.


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