Uma das palavras mais lindas e poderosas de Jesus está registrada em Mateus 11:28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”. Mas quando lemos esse texto geralmente nos enganamos na interpretação do que ele realmente quer dizer, do que realmente Jesus estava dizendo de fato ali. Hoje vamos aprender o real significa dessas lindas e poderosas palavras ditas pelo Senhor Jesus para nos abençoar.
Vinde a mim
(1) A primeira coisa clara nesse texto é a clareza de Jesus, demonstrando que as pessoas deveriam ir até Ele (Vinde a mim). Essa indicação de Jesus sobre esse caminho que esse grupo de pessoas para o qual Ele está falando deveria seguir, demonstra aquilo que Jesus disse e que está registrado em João 14:6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Jesus sabe exatamente quem Ele é e o tipo de mudanças que Ele tem poder de realizar na vida das pessoas. É por isso que Ele começa sua faça chamando as pessoas para ir até Ele. Esse é o primeiro passo.
Todos que estais cansados e sobrecarregados
(2) Certamente Jesus não está falando aqui do cansaço físico que todos experimentamos depois de nossas tarefas diárias. O cansaço do qual Jesus está se referindo é espiritual. À luz daquilo que estudaremos mais abaixo podemos claramente concluir que Jesus está se referindo ao peso que os religiosos colocavam sobre aquelas pessoas (e que muitos continuam colocando hoje em dia). A terrível opressão em que viviam, debaixo de proibições sem sentido, de rituais vazios, de exigências que não os levavam à leveza de Deus, mas ao peso das doutrinas de homens. Essas eram pessoas que estavam cansadas e sobrecarregadas pelos fardos que tinham de carregar que, de forma alguma, aliviavam seus espíritos e as aproximavam de Deus. Jesus também disse sobre a atuação daqueles religiosos: “Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23:4).
Tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de mim
(3) Geralmente muitos interpretam a palavra “jugo” usada aqui como “peso” com um sentido positivo usado por Jesus. O jugo era uma peça usada para unir dois animais quando puxavam uma carroça. Ele era colocado no pescoço e representava um peso para o animal. Porém, o mais provável é que Jesus estivesse citando aqui uma metáfora judaica, onde esse “jugo” era quando a pessoa se colocava debaixo da “disciplina e discipulado de alguém, de um mestre”. Nesse sentido, aqueles líderes que estavam sobre aquelas pessoas apenas pesavam a vida delas, trazendo sofrimento ao invés de bênçãos (Mateus 23:4). Nesse sentido, Jesus demonstra que Ele poderia oferecer a verdadeira instrução, aquela que conectava as pessoas a Deus, que aliviava seus corações através do perdão, que era leve, tirando a culpa e trazendo a pessoa a uma nova vida. Esse era o precioso aprendizado que Jesus queria passar para as pessoas. Esse era o jugo de Cristo, bem diferente do jugo dos religiosos e líderes de sua época.
E achareis descanso para você alma
(4) Esse trecho em Mateus 11:29 mostra fortemente o que falamos anteriormente. Jesus não está falando do cansaço físico, mas do cansaço espiritual trazido na vida das pessoas pelo pecado e pelas opressões dos religiosos e líderes da época de Cristo (e de muitas outras épocas). Somente debaixo do jugo de Cristo, ou seja, de Suas orientações e na Sua presença poderemos realmente andar no caminho melhor, de paz e de contentamento.
Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve
(5) Jesus não está falando aqui que a vida cristã é fácil. O que Ele está demonstrando é que todas as obrigações e disciplinas exigidas por Deus são boas e abençoadoras para nós e que esse jugo, ou seja, esse caminho cristão que cada um de nós deve seguir (o vinde a mim de Jesus), vem junto com toda a força de Deus para enfrentarmos os desafios e vencê-los, sem qualquer peso que não possamos suportar. Bem diferentes das opressões desse mundo, que nos levam a um sofrimento terrível e a total distância de Deus.
Ninguém duvida que é nossa função como servos de Deus fazer a obra de Deus, trabalhar pelo reino, junto com outros membros da igreja do Senhor para que o reino de Deus seja expandido. Isso é bíblico. Porém, muitos têm exagerado em seu trabalho a ponto de deixarem suas famílias de lado, jogados para escanteio, para, se sobrar um tempo que quase sempre nunca sobra, darem algumas migalhas de atenção a elas. Com a ideia de que estão servindo a Deus retiram-se totalmente de seu lar, deixando-o totalmente à deriva. Seria essa a vontade de Deus? De que nos dediquemos a tal ponto a programações da igreja que nossa família seja algo de menor valor, algo que não merece nossa atenção, algo que fique descuidado?
Razões para você se dedicar menos a igreja e mais a sua família
(1) Negligenciar a família é um pecado grave
A Bíblia é clara quando orienta que a família de um servo de Deus deve ser cuidada de forma cuidadosa. A Bíblia chega ao ponto de chamar aqueles que negligenciam o cuidado com o seu lar de piores que os descrentes: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1 Timóteo 5:8).Isso nos indica claramente que se um servo de Deus negligencia aspectos importantes de seu lar (mesmo que seja por causa de trabalhos da igreja) têm agido incorretamente diante de Deus. De forma alguma Deus nos manda sacrificar o cuidado com nosso lar para que a obra Dele cresça.
(2) O corpo de Cristo não é só você
Alguns servos de Deus sofrem da síndrome do messias. Essa síndrome está presente em pessoas que acham que elas são as salvadoras. Ou seja, sem elas nada funciona, nada fica bem feito, nada vai para frente. Esse é o caso de muitos servos de Deus que até com boa intenção querem estar em todas as programações, participar de tudo, fazer de tudo, no entanto, acabam com isso trazendo destruição para o seu lar e para sua missão dentro de casa! Esse tipo de pessoa acha que se ele não estiver o culto não acontece. Mas é errado pensar assim! A obra de Deus é feita por um corpo com diversos membros e não por apenas um elemento que se autodestrói fazendo tudo. Não faça tudo! Não esteja em tudo! Deixe espaço para os outros!
(3) Nada vale o fracasso de seu lar
A família é a célula-mãe criada por Deus. Isso significa que Deus em Sua palavra sempre valoriza a família e a tem em grande importância e sendo grande bênção na vida de uma pessoa (Salmos 127). Isso nos indica que Deus deseja o sucesso do lar e, inclusive, encheu a Bíblia Sagrada de conselhos para que a família fosse cuidada por cada um dos seus membros e estivesse, assim, saudável. Por isso, nada vale o fracasso de um lar. Poderia Deus desejar que um lar esteja destruído para que Sua obra fosse um sucesso? Evidente que não! A obra de Deus é um sucesso quando ela alcança seu objetivo e todo o caminho percorrido para isso é correto. Ou seja, um lar que está destruído porque seus membros não têm tempo para cuidar dele nunca poderá produzir uma obra de sucesso no reino do Senhor. Um esposo que destrói seu casamento para poder estar em todas as programações da igreja não está tendo sucesso nessa obra, antes, é pior que o descrente como nos ensina Paulo!
(4) Você precisa de tempo para cumprir o seu papel no lar
Cada ente dentro de um lar tem seu papel (dado por Deus). Pais, filhos, marido, esposa, etc. Mas como exercer esses papéis se você tem programações da igreja para participar de segunda a segunda? Certamente, por exemplo, esse marido que participar de forma desequilibrada das obras da igreja irá negligenciar o relacionamento com a esposa, não terá tempo nem energia para ela. Irá ser um pai ausente também e fazer seu filho odiar a obra de Deus que tira 100% de seu pai de casa o tempo todo. Um pai que faz tudo para a igreja, mas nada em sua casa, em seu lar, pelos seus entes queridos, está precisando rever seus conceitos. Ou seja, um pai que não cumpre o seu papel no lar, mesmo indo todos os dias à igreja, tem sido infiel para com sua missão diante de Deus. Daí a necessidade de equilíbrio nas prioridades da família e da igreja. Deixar de participar de certas programações de forma pensada para cuidar da família em muitos momentos é necessário e essencial.
(5) Ativismo religioso não é a mesma coisa que fazer a obra de Deus
Muitos têm se confundido na obra de Deus, achando que ativismo religioso, ou seja, ficar correndo de um lado para o outro, se enchendo de atividades é fazer a obra de Deus. Ativismo religioso nada mais é que que preencher o tempo com atividades religiosas que nem sempre significa que você está fazendo a obra de Deus. Quantas pessoas, por exemplo, entram em diversos ministérios apenas para “tapar um buraco” mesmo sem ter qualquer dom naquela área? Isso é ativismo religioso. Quantos frequentam a igreja de domingo a domingo apenas por achar que precisam estar presentes em tudo? Isso é ativismo religioso! Quantos não conseguem tirar uma única folga para se dedicar a família de forma completa porque tem o tempo todo tomado por programações? Isso é ativismo religioso! E ativismo religioso não é fazer a obra de Deus, é fazer uma obra humana achando que é para Deus.
Conclusão
Por isso, finalizo essa reflexão dizendo que é importante pensar no equilíbrio entre as prioridades e não confundi-las. Entre a escala de ordem de prioridades vem Deus, família, trabalho e só depois igreja, etc. Procure avaliar seu papel dentro do lar e se o tem cumprido fielmente. Avalie também sua participação na obra de Deus e verifique o que realmente é obra de Deus e o que é apenas ativismo religioso que não traz frutos. Faça os cortes necessários e tanto sua família quando a obra do Senhor serão beneficiadas.
Ps.: Não tenha medo de dizer não a programações, eventos, convites ou qualquer outra coisa que irá colocar sua família e sua missão no lar em um desequilíbrio frequente e perigoso.
Apesar do termo cristão ser utilizado para designar aqueles que creem em Jesus Cristo, que reconhecidamente são discípulos Dele, não podemos negar que existem mais de um tipo de cristão no mundo. Hoje vamos analisar quatro tipos de cristãos que são encontrados aos montes nas igrejas. Dois desses tipos são o pior tipo, aquele tipo de cristão que chega até a causar desconfiança se realmente são cristãos de verdade. Um dos tipos está mais próximo do que é um discípulo de Jesus. E, finalmente, o último tipo expressa o que Deus deseja de um cristão verdadeiro. Em qual desses quatro tipos você se enquadra? Vejamos:
Para analisar esses quatro tipos de cristãos, iremos usar a conhecida história de Naamã que está registrada em 2 Reis 5:1-27. Esse texto conta a história de Naamã, comandante do exército da Assíria, homem bem-sucedido e importante diante de seu povo, mas que teve sua vida devastada pela lepra. Naamã, como tantas outras pessoas que estão ao nosso redor, precisava de Deus. Precisava ser alcançado. Precisava ser curado não só do corpo, mas da sua alma pecaminosa. Mas o que as pessoas a sua volta fizeram para abençoá-lo? Vejamos, pois essas pessoas representam os quatro tipos de cristãos que existem. Veja com qual grupo você se parece:
(1) Cristãos que não se envolvem com a obra de Deus
Esse grupo de cristãos é representado pelo rei de Israel mencionado no texto. Ao receber uma carta do Rei da Assíria, solicitando ajuda para curar Naamã da sua lepra, o rei de Israel declara: “Tendo lido o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Acaso, sou Deus com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu curá-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper comigo” (2 Reis 5:7). Em outras palavras, o Rei de Israel estava dizendo que aquilo não era problema dele. Cada um com seus problemas! Esse rei representa aqueles cristãos que não têm misericórdia dos que sofrem, que sempre encontram desculpas para não ajudar, para não se envolver. Esses cristãos não querem saber do problema alheio, do que o outro passa e, mesmo que tenha condições de ajudar, não ajudam. Como o rei de Israel, sempre acham alguma desculpa para não servir ao próximo e a obra de Deus. São cristãos de nome, mas não seguem o caminho de Jesus. Você é esse tipo de cristão?
(2) Cristãos que só servem a Deus e ao próximo em busca de proveito próprio
Esse grupo de cristãos é representado pelo servo de Eliseu, Geazi. Após Naamã ser curado por Deus da lepra, e Eliseu ter recusado qualquer pagamento por esse milagre realizado por Deus na vida de Naamã, Geazi vê ali a oportunidade de ter algum proveito próprio, de tirar alguma vantagem da situação. Usa da mentira e da dissimulação para parecer espiritual e verdadeiro: “Ele respondeu: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que, agora mesmo, vieram a mim dois jovens, dentre os discípulos dos profetas da região montanhosa de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas vestes festivais” (2 Reis 5:22). Geazi representa o grupo de cristãos que só servem a Deus por interesse próprio, se receberem algo que querem em troca. Que estão na igreja apenas porque estão em busca de alguma vantagem pessoal. Esse grupo não está preocupado com as pessoas, com os que sofrem, mas apenas consigo mesmo, em obter seus próprios milagre ou mesmo obter alguma vantagem que alguém possa lhes dar em troca de alguma ajuda. Esse grupo dificilmente ajuda alguém ou servem a Deus se não tiverem a possibilidade de receber algo em troca, alguma vantagem especial. Você é esse tipo de cristão?
(3) Cristãos que não perdem a oportunidade de cumprir a missão de Jesus, mesmo que seja fazendo o mínimo que podem
Esse grupo de cristãos é representado pela menina israelita sem nome, que era escrava do povo Assírio e que estava servindo na casa de Naamã. Essa menina israelita, vendo que seu senhor estava leproso, poderia desejar a sua morte, poderia amaldiçoá-lo, dizer bem feito! Mas, não! Ela, mesmo sendo escrava, teve misericórdia, sentiu a dor dele, fez o que podia, algo mínimo, disse apenas uma frase, mas essa frase foi o que desencadeou a cura de Naamã: “Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra” (2 Reis 5:2). Essa menina representa o grupo de cristãos que estão envolvidos com a obra de Deus. Que mesmo às vezes tendo poucas possibilidades, fazem aquilo que podem, assumem a sua responsabilidade de abençoar. Servem a Deus mesmo longe dos olhos dos outros. Abençoam ao invés de amaldiçoar. São sal e luz na vida desse mundo e impactam o mundo de forma positiva, fazendo a obra do Senhor. Você é esse tipo de cristão?
(4) Cristãos que se colocam corajosamente na missão de restaurar vidas
Esse grupo de cristãos é representado pelo profeta Eliseu. Ao saber que o rei de Israel se desesperara com a carta que recebeu, que estava como um louco tirando seu corpo fora, Eliseu assumiu a responsabilidade pela missão de Deus de restaurar vidas. Ele assumiu o problema, atraiu para si a responsabilidade de tratar com o problemático Naamã: “Ouvindo, porém, Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel” (2 Reis 5:8). Eliseu cumpriu sua missão, assumiu a sua responsabilidade de servo de Deus. Não fugiu do problemático Naamã, antes o abençoou. Deu a palavra de Deus a Naamã, não quis aparecer (2 Reis 5:10). Queria que a glória fosse toda de Deus. Não aceitou o pagamento que Naamã quis dar-lhe pelo milagre e focou na glória de Deus e na transformação de vidas. Eliseu representa um grupo de cristãos cada vez mais escasso. Aquele que não tem medo de atrair para si os problemáticos, que sabe que o Deus poderoso age e transforma e, por isso, trabalha como cooperador de Deus. Aquele que busca glorificar a Deus na realização na obra e não busca proveito próprio. Você é esse tipo de cristão?
Jesus Cristo por diversas vezes alertou a Seus discípulos que o caminho de Deus era um caminho estreito (Mateus 7:13-14). Também alertou que o discípulo deveria levar a sua cruz e negar a si mesmo (Mateus 16:24), o que mostrava que seria uma caminhada complexa. Também disse que o mundo maligno se enfureceria contra os verdadeiros discípulos de Cristo e eles seriam perseguidos ferozmente (Marcos 13:9).
Tudo isso que Jesus disse não era uma forma de desanimar os Seus discípulos, mas mostrar-lhes que eles não são deste mundo, mas que estariam neste mundo para iluminá-lo e isso incomodaria o mundo caído. O mundo, porém, deseja a escuridão, e luta para apagar qualquer luz que brilhe. Nesse sentido, o personagem que talvez mais nos lembre da realidade de sermos cristãos em um mundo maligno é o apóstolo Paulo. A vida de Paulo nos ensina que ser cristão não é brincadeira. Mas nos ensina também a olhar além das dores, das perseguições, das tribulações. Ensina a dependermos do Deus que nos conduz, do Deus que tem uma herança para Seus servos fieis.
Os 10 maiores sofrimentos do apóstolo Paulo
1) Teve de descer em um cesto para fugir de uma prisão arbitrária
Em 2 Coríntios 11:32-33 vemos que Paulo teve de sofrer a humilhação de ser içado por uma janela de uma muralha como se fosse um criminoso fugitivo, a fim de escapar do apetite voraz de governantes injustos que queriam a sua cabeça.
2) Foi expulso de Antioquia pelos poderosos da cidade
Em Atos 13:50-51 vemos uma conspiração entre os judeus, mulheres e homens de alta posição da cidade para expulsar Paulo da cidade pelo simples fato dele estar expondo o evangelho naquele lugar e estar havendo conversões.
3) Foi apedrejado quase até a morte em Listra
Em Atos 14:19 vemos que Paulo foi arrastado por uma multidão para fora da cidade e foi apedrejado por essa multidão e, provavelmente, tenha desmaiado, fato este que fez a multidão achar que ele estava morto.
4) Na Macedônia foi açoitado, preso e amarrado com os pés em um tronco
Em Atos 16:23-24 vemos que Paulo foi preso porque expulsou um demônio de uma jovem adivinhadora que dava muito lucro aos que a exploravam. Por isso, foi açoitado, lançado na cadeia e teve seus pés amarrados em um tronco.
5) Foi perseguido pelos judeus de Tessalônica porque pregou em Bereia
Em Atos 17:13-14 vemos que Paulo sofre perseguição dos próprios judeus apenas pelo fato de pregar em uma sinagoga em Bereia. Por causa disso, mais uma vez, teve de fugir desses judeus que queriam a sua morte.
6) Por pregar contra outros deuses em Éfeso, ficou em meio a uma grande confusão na cidade
Em Atos 19:23-26 alguns ourives, temendo ficar sem seu lucro por produzirem imagens de deuses para adoração, incitaram grande tumulto contra Paulo e outros discípulos, o que fez a estadia de Paulo nessa cidade ainda mais perigosa.
7) Em Jerusalém é acusado injustamente de ter levado um grego ao templo e, por isso, é perseguido e quase é morto
Em Atos 21:27-31 mais uma vez os judeus fazem uma grande confusão por deduzirem que Paulo teria profanado o templo levando um grego (Trófimo) até lá. Eles incitam as pessoas e Paulo é arrastado para fora do templo, espancado e quase é morto pela multidão.
8) Preso e enviado a Roma, sofre um naufrágio em Mileto
Em Atos 27:13-20 Paulo, injustamente preso, é levado de navio até Roma, onde teria uma audiência sobre sua prisão injusta. No caminho, o navio deles sofre um grave naufrágio devido a uma tempestade.
9) Na ilha de Malta é picado por uma cobra venenosa
Em Atos 28:3 vemos que, após se recuperar do grave naufrágio, Paulo é picado por uma cobra venenosa que estava escondida entre os gravetos que ele pegava para fazer uma fogueira. Felizmente não morreu.
10) Foi decapitado por Nero em Roma
Apesar da Bíblia não narrar esse fato, a tradição sobre a morte de Paulo diz que ele foi decapitado por Nero, por volta do ano 67 ou 68 d.C., o que é bem provável, já que o imperador Nero foi um dos mais cruéis governantes de todos os tempos.
Evidentemente, os sofrimentos que Paulo passou foram ainda maiores do que estes 10 listados. Ele teve de suportar um espinho na carne (2 Coríntios 12:7). Teve que se separar de amigos queridos por causa do ministério (Atos 20:22-23). Etc. A vida cristã não é brincadeira, mas também é o melhor caminho a ser trilhado. É o caminho de Deus, ainda que o mundo se levante contra esse caminho e desencoraje todos nós a segui-lo. Que possamos nos espelhar em Paulo, um grande homem de Deus que não se abateu pelos sofrimentos do caminho!
Primeiramente, quero esclarecer que não sou nem pentecostal nem tradicional. Como disse na parte do "Quem sou eu" do site, não me defino nem como pentecostal nem como tradicional, pois há doutrinas que concordo com os pentecostais e discordo dos tradicionais, assim como há doutrinas que concordo com os tradicionais e discordo dos pentecostais – e há doutrinas que eu discordo dos dois. O que eu creio, eu não creio por seguir certo credo ou tradição denominacional, mas por seguir as evidências dos dados bíblicos, independentemente de para qual dos lados as evidências irão apontar. Embora o assunto dos dons seja muito polêmico, eu não creio que a Bíblia seja evasiva a este respeito. Nãodeveria ser um ponto tão polêmico, tendo em vista a clareza das Escrituras. O ensinamento bíblico, se for seguido à risca, contraria tanto os tradicionais como os pentecostais neste quesito. A maior parte dos tradicionais são cessacionistas (creem na cessação dos dons espirituais), e mesmo entre os que não são cessacionistas, muitos não creem no dom de línguas como os pentecostais creem. A Bíblia, porém, ensina a contemporaneidade dos dons espirituais e também a existência do dom de línguas como línguas celestiais. Por outro lado, embora os pentecostais acertem na teoria, eles falham na prática. Quase nenhuma igreja pentecostal segue realmente as restrições de Paulo exigidas em 1ª Coríntios 14, sobre só falar em línguas na igreja se tiver intérprete, sobre só falar no máximo três e um de cada vez. No pentecostalismo, todos falam em línguas ao mesmo tempo, de forma desorganizada e sem levar a sério nada do que o apóstolo falou aos coríntios. Na verdade, eles são exatamente como aqueles coríntios eram. Isso é triste, mas é a verdade. Não há como negar. Infelizmente, em 99% das igrejas, a regra que predomina é 8 ou 80. Difícil encontrar um meio-termo, um equilíbrio bíblico. É por isso que eu não me defino como tradicional ou pentecostal.
A CONTEMPORANEIDADE DOS DONS
O primeiro ponto que precisamos observar em nosso estudo é se os dons continuam existindo nos dias de hoje ou se eles chegaram ao fim. Uma mesma passagem bíblica é usada tanto por ambos os lados para provar o seu ponto – 1ª Coríntios 13:8, que diz: “O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará” (1ª Coríntios 13:8)
Os cessacionistas logo observam que a passagem deixa claro que os dons cessariam no futuro. É verdade. Porém, eles ignoram o ponto-chave da questão, que é quando esses dons cessariam. O apóstolo não deixou essa questão em aberto. Ele a respondeu logo em seguida, dizendo: “Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido” (1ª Coríntios 13:9-12) O contexto deixa claro que o “quando” da questão se refere à volta de Jesus, quando vier o que é perfeito (Cristo). O contexto deixa essa interpretação patente: fala sobre vê-lo “face a face” (v.12) e sobre conhecê-lo “plenamente” (v.12). Nós não estamos vendo Deus face a face hoje. Nós não o conhecemos plenamente hoje. Muitas questões ainda permanecem como “sombra” hoje, como um “espelho”. Essas promessas se referem a um evento futuro, quando “o imperfeito desaparecerá” (v.10). Lendo o Apocalipse, vemos que o imperfeito só desaparece depois da volta de Jesus, quando “ele enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap.21:4). Estamos vivendo isso nos dias de hoje? Não. É um acontecimento futuro. Ainda que os cessacionistas afirmem que essa passagem se refere à “conclusão do cânon bíblico” (que eles atribuem ao início do século V, após os concílios de Hipona e Cartago), tal ideia não tem base nem contextualmente nem historicamente. O imperfeito não desapareceu no início do século V. Também não houve um concílio único que delimitou toda a extensão do cânon universalmente. Hipona e Cartago eram sínodos locais, e não ecumênicos (universais). Diversos Pais da Igreja e doutores da Igreja de séculos posteriores rejeitaram alguns livros aceitos em Hipona e Cartago. Hipona e Cartago também aceitaram em seu cânon um livro apócrifo de 1ª Esdras (=3ª Esdras na Septuaginta), que nem católicos nem evangélicos aceitam hoje. Eles não colocaram um “ponto final” na questão. Se a Igreja tivesse chegado à perfeição depois do século V, não existiriam dúvidas sobre nenhuma doutrina, nem divergências sobre nada. Se tudo já estivesse “perfeito”, como o texto bíblico diz, então vivemos em outro mundo, um mundo surreal, em algum universo paralelo. Não, Paulo não estava falando do “encerramento do cânon bíblico”. Ele estava se referindo claramente à volta de Jesus. Na eternidade, sim, a Igreja será perfeita e não haverá dúvidas sobre nada. Tudo aquilo que para nós ainda é um “reflexo obscuro”, ali será a “realidade”, quando conheceremos tudo plenamente. Foi assim também que os Pais da Igreja entenderam este verso. Pedro Crisólogo (406-451), por exemplo, escreveu: “Quanto às palavras ‘até que tudo tenha levedado’, dizem respeito ao que diz o apóstolo Paulo: ‘Imperfeita é a nossa ciência, imperfeita também a nossa profecia. Quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito’ (1 Co 13,9). O conhecimento de Deus está agora na massa: espalha-se nos sentidos, enche os corações, aumenta as inteligências e, tal como todo o ensinamento, alarga-os, eleva-os e desenvolve-os até às dimensões da sabedoria celeste. Tudo será levedado em breve. Quando? Na segunda vinda de Cristo” (Sermão 99) Portanto, o momento em que os dons espirituais cessarão é na segunda vinda de Cristo, e não em algum momento no passado. Paulo deixa isso ainda mais claro quando escreve aos romanos: “Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Romanos 11:29) Os dons de Deus são irrevogáveis. Enquanto existir este Céu e esta terra, nenhum dom concedido por Ele terá um fim. O cessacionista que afirma que textos como 1ª Coríntios 13:9-12 implicam na inexistência dos dons a partir do século V também teria que ser honesto e empregar a mesma lógica para a cessação dos dons ministeriais (como pastor e evangelista), porque Paulo disse: “Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” (Efésios 4:11-13) O que Paulo escreve aqui é semelhante ao que ele escreveu aos coríntios. Ele cita os dons – desta vez os ministeriais – e diz que eles existirão atéque todos alcancemos a plenitude. É notavelmente semelhante à linguagem que ele expressa quanto aos dons espirituais no outro texto, onde ele diz que o dom de línguas e o de profecia existiriam até que chegasse a plenitude, quando chegar o que é perfeito, quando ele conhecer plenamente. Portanto, se alguém crê na cessação dos dons espirituais por causa de 1ª Coríntios 13:9-12, deveria crer também (se seguisse sua própria lógica) na cessação dos dons ministeriais de Efésios 4:11-13. Os textos empregam a mesma linguagem e falam da mesma coisa. Interpretar um como falando do cânon bíblico e outro como falando da volta de Jesus é manipulação e desonestidade intelectual. Mas, se o dom de línguas não cessou, então ele permanece existindo. Mas como? Seria como algo visto no meio pentecostal? Iremos abordar isso a seguir.
DOM DE LÍNGUAS: TERRENAS OU CELESTIAIS?
Os cessacionistas em geral afirmam que o dom de línguas serviu apenas para aquela era apostólica e que teve como única finalidade a pregação em língua estrangeira para um estrangeiro. Por exemplo: eu falo português, mas quero evangelizar a Itália, então viajo à Itália, mas para pregar aos italianos teria que saber falar em italiano. Então, para poupar tempo de estudo até conseguir aprender a língua, Deus dá o dom de falar em italiano e eu posso pregar ao italiano. A língua é, então, uma língua terrena, e não uma língua “celestial” (por “celestial” entende-se uma língua não criada pelos homens). Este conceito já começa problemático, porque nenhum dom de Deus pode ser adquirido de forma natural. Se o dom de línguas é isso mesmo o que eles imaginam que seja, então qualquer um poderia aprender naturalmente, estudando o idioma durante alguns anos. Deus teria dado um dom que não seria mais do que os ímpios já praticam através do estudo. Mas da mesma forma que seria ridículo se disséssemos que é possível estudar profecia e se tornar profeta, é absurdo que um estudo natural de idiomas terrenos faça o mesmo que Deus faz através de um dom. Dons de Deus são dádivas dele que o homem de modo algum conseguiria por seus próprios meios. Mas para entendermos biblicamente que tipo de “língua” que Paulo se referia, temos que recorrer a seu texto mais famoso sobre o tema, o de 1ª Coríntios 14. A comunidade de Corinto tinha um problema, e esse problema não era que eles não falavam em línguas, e sim que eles falavam demais, de forma desorganizada e banalizada dentro da igreja. Os cultos estavam virando uma bagunça (já vi isso em algum lugar) e Paulo teve que intervir com uma mensagem dura que lhes fizesse usar o dom de forma regular e equilibrada dentro da igreja. Ele disse: “Sigam o caminho do amor e busquem com dedicação os dons espirituais, principalmente o dom de profecia. Pois quem fala em língua não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios. Mas quem profetiza o faz para a edificação, encorajamento e consolação dos homens. Quem fala em língua a si mesmo se edifica, mas quem profetiza edifica a igreja” (1ª Coríntios 14:1-4) Paulo começa dizendo que o dom de profecia é maior que o dom de línguas, e explica a razão: o dom de profecia serve para edificação coletiva, enquanto o dom de línguas serve apenas para edificação pessoal. Aqui ele dá um xeque-mate naqueles que pensam que o dom de línguas se referia a meras línguas terrenas, pois Paulo traça um contraste entre o dom de línguas e o de profecia. Ele diz que o que profetiza fala aos homens, mas o que fala em línguas não fala aos homens, mas a Deus. Seria absurdo e falso se ele estivesse se referindo ao ato de pregar o evangelho a um estrangeiro na língua do estrangeiro, pois ele estaria falando aos homens. Mas Paulo diz que o que fala em línguas não fala aos homens. Como ele pode dizer que o que fala em línguas não fala aos homens, se o dom de línguas se refere exatamente ao ato de pregação a homens em língua humana? Se eu prego o evangelho em japonês para um japonês, eu não estaria falando a um homem? Sim, estaria. Da mesma forma que o dom de profecia é uma fala aos homens, o dom de línguas também seria, se fosse línguas humanas. Mas Paulo diz que o homem, ao falar em línguas, não fala aos homens, mas a Deus somente. Isso está totalmente de acordo com o conceito pentecostal do dom de línguas, onde as línguas são uma linguagem sobrenatural de oração em nosso momento particular com Deus, para edificação pessoal. Paulo também diz, sobre o que fala em línguas, que ninguém o entende (v.2). Isso é o contrário do que creem os cessacionistas, pois o homem que fala em línguas estaria falando a um não-convertido precisamente em uma língua que ele entende! Então, enquanto no pentecostalismo ninguém entende o que está falando em línguas (pois as línguas não são terrenas para serem compreendidas), no cessacionismo as línguas são precisamente aquilo que é entendido por aquele que está ouvindo. Outro ponto que o texto nos mostra é que o que fala em línguas em espírito fala mistérios (v.2). Como seria um “mistério”, se a língua é terrena e perfeitamente compreendida pelo descrente que a escuta? Um japonês que houve o evangelho em japonês está ouvindo algo “misterioso” ou perfeitamente compreensível? O “mistério” só existe se a língua não é terrena. Se é terrena, torna-se compreensível e perde-se o mistério. O “mistério” seria tão profundo que até um tradutor eletrônico o desvendaria. A frase “ninguém o entende, pois em espírito fala mistérios” dificilmente pode ser entendida dentro da ótica cessacionista, de forma honesta e coerente. Paulo ainda diz que o que fala em línguas a si mesmo se edifica, ao passo em que aquele que profetiza edifica a igreja (v.4). Isso também bate de frente com a tese de que o falar em línguas se refere a línguas idiomáticas que são faladas a um descrente para a salvação dele, pois isso seria de edificação do próximo, e não de edificação pessoal. Paulo diz que a profecia é de edificação coletiva porque o que profetiza não profetiza “a si mesmo”, mas a alguém. Se as línguas funcionassem como os cessacionistas acham, aquele que falasse em línguas também estaria falando a alguém, e não a Deus. Consequentemente, também seria de edificação do próximo, assim como a profecia, e não de edificação pessoal. Se é de edificação pessoal e não coletiva, é porque funciona diferente da profecia e não se edifica o próximo com alguma mensagem, mas é edificado a si mesmo ao falar a sós com Deus. Paulo ainda diz algo que dificilmente pode ser entendido dentro do prisma cessacionista, quando fala da interpretação das línguas. Ele diz: “Quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a não ser que as interprete, para que a igreja seja edificada” (1ª Coríntios 14:5)
Disso subtende-se que há pessoas que falam em línguas e pessoas que também podem interpretar as línguas. Isso faz sentido no conceito pentecostal, pois uma língua celestial pode ser interpretada sobrenaturalmente por dom divino, o que é conhecido como sendo o dom de interpretação de línguas. Mas como alguém que fala uma língua estrangeira não conseguiria “interpretar” aquilo que ele mesmo está falando? Ele pregaria a um descrente em uma língua desconhecida sem saber o que está falando? Que sentido há em Paulo dizer que “se alguém fala em línguas, ore para que a possa interpretar” (v.13)?
Ele ainda diz: “Pois, se oro em língua, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera. Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o ‘Amém’ à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado” (1ª Coríntios 14:14-17) Paulo disse que, ao falarmos em línguas, nosso espírito está orando, mas nossa mente está infrutífera. É exatamente isso o que os pentecostais creem. Não somos nós mesmos que falamos por nossa própria mente, mas é o Espírito Santo que ora através de nós. Nós estamos orando em espírito, mas nossa mente está livre para todas as outras atividades. Na Universidade da Pensilvânia, um estudo comprovou que, ao se falar em línguas, as áreas cerebrais não ficam ativas. Isso é a demonstração clara do que Paulo disse sobre este dom: o espírito ora, mas a mente permanece infrutífera. Isso também é o contrário do que creem os cessacionistas, pois, ao falarem em línguas terrenas, tais crentes estariam desenvolvendo as áreas cerebrais, usando a mente. Não estariam orando “em espírito”. Paulo faz uma diferença notável entre “orar com o espírito” e “orar com o entendimento” (v.15), mostrando que existem dois tipos diferentes de oração, e ele recomenda ambos. Orar com o entendimento é a oração comum, onde pensamos no que vamos orar, e então oramos. Orar com o espírito é quando não é nossa mente que produz nossas orações, mas o Espírito. Essa é a oração em línguas. O que ora ou canta em línguas não é entendido por ninguém (v.16), pois ele está edificando a si mesmo, mas não está edificando em nada o próximo (v.17). Como a Igreja é um local de edificação coletiva, Paulo diz que se deve falar em línguas humanas ali dentro: “Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês. Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua” (1ª Coríntios 14:18-19) Paulo tanto era a favor do dom de línguas que dava graças a Deus por falar mais do que todos os coríntios – e olhe que os coríntios falavam mesmo em línguas! Eles falavam tanto que isso estava se tornando um problema, pois estavam trazendo isso para dentro do culto, o que não podia, pois o culto é para edificação da igreja e não individual. Paulo falava em línguas constantemente em seu dia-a-dia, mas dentro da igreja preferia falar em língua natural, porque a igreja é um local para edificação do corpo, e não para edificar a si mesmo. É aí que entramos nos equívocos pentecostais do uso das línguas.
O USO DAS LÍNGUAS NA IGREJA
Ainda que os pentecostais acertem no conceito verdadeiro sobre o dom de línguas, a maioria se equivoca na prática, caindo exatamente no mesmo erro da igreja de Corinto da época. Como o dom de línguas é para edificação pessoal, devemos usá-lo quando estamos a sós com Deus, e não no meio do culto, que é um momento onde uma mensagem deve ser pregada para trazer exortação ao corpo de Cristo. Mas se todos começarem a falar em línguas, os pastores não conseguirão pregar e os descrentes ficarão escandalizados, pensando que todos estão loucos, falando ao mesmo tempo línguas estranhas: “Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?” (1ª Coríntios 14:23) Então, quais foram as instruções de Paulo para solucionar este problema? Ele impôs restrições ao uso do dom de línguas dentro da igreja. Dentre essas restrições, destaca-se o fato de que apenas três poderiam falar em línguas, um de cada vez, e somente se tivesse alguém com o dom de interpretação de línguas, para que a igreja seja edificada com uma mensagem de edificação coletiva: “Se, porém, alguém falar em língua, devem falar dois, no máximo três, e alguém deve interpretar. Se não houver intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus” (1ª Coríntios 14:27-28) Infelizmente, esta norma de Paulo não é seguida por quase nenhuma igreja pentecostal, que abusa do dom de línguas dentro da igreja tanto quanto (ou até mais, em alguns casos) a igreja de Corinto fazia na época do apóstolo. Sem essas restrições, o culto tende a ficar uma bagunça e uma completa desordem, igual este “culto” assombroso de Kenneth Hagin:
Foi por isso que Paulo disse: “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz” (1ª Coríntios 14:32-33)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É errado dizer que o dom de línguas chegou ao fim ou que não é mais útil nos dias de hoje, e é um equívoco muito grande afirmar que este dom se resumia meramente a línguas terrenas para pregar a um descrente. Isso contraria de forma gritante e ferrenha a tudo o que Paulo escreveu no capítulo 14 de sua primeira epístola aos coríntios. Os que falam isso não estão apenas contradizendo a Bíblia, mas estão também tentando impedir que mais pessoas possam falar em línguas, visto que este é um importante dom de edificação pessoal, que, se for bem usado, pode ajudar a matar a carne e alimentar o espírito. Ele não existiu à toa, e não entrou em extinção no século V. Os cristãos de hoje precisam do dom de línguas tanto quanto os cristãos de outrora precisavam dele, pois ele nunca foi um meio de falar a homens para edificação do próximo, mas de falar a sós com Deus algo misterioso que só Deus entende, mas que serve de edificação pessoal. Ao orarmos em línguas, oramos em espírito, deixando nossa mente livre para pensarmos de uma forma tão natural como se não estivéssemos falando nada. Este dom, como muitos já presenciaram em suas próprias vidas, não pode ser forçado nem aprendido, mas vindo diretamente do Espírito Santo, em um momento especial na vida de cada um. Muitos recém-convertidos e até mesmo tradicionais que nunca haviam falado em línguas e até eram contra isso passaram a falar em línguas e a desenvolver essa linguagem sobrenatural da oração. Porém, não devemos de forma alguma pensar que aquele que não fala em línguas é algo menor do que aquele que fala. Deus distribui seus dons a cada um da forma que bem lhe apraz, de modo que nem todos usufruem dos mesmos dons, mas possuem dons diferentes (1Co.12:11). De nada adianta ter o dom de línguas e viver como um descrente, como muitos em nosso meio. Muitos daqueles que não falam em línguas são muito mais espirituais do que muitos que falam. Deus tem um modo e um tempo de trabalhar na vida de cada um. Discriminar ou rebaixar alguém por não falar em línguas é algo estúpido, patético e hipócrita. Ninguém deve ser julgado pelos dons que possui ou que não possui, mas pelo Cristianismo que vive, na prática. São pelos frutos, e não pelos dons, que nós podemos diferenciar o joio do trigo. Paz a todos vocês que estão em Cristo. Por Cristo e por Seu Reino,
Texto: Eclesiastes 1:2 - 12:14 Introdução: Sobre os caminhos do homem, Salomão falou com autoridade. I Reis 10:23 “Assim, o rei Salomão excedeu a todos os reis da terra, tanto em riquezas como em sabedoria”. 1. Salomão tinha o poder e a posição para tentar tudo o que seu coração desejasse. 2. A mentira de Satanás é que se você pudesse ter mais posses, mais prazer, um pouco mais de sabedoria do mundo, então, você seria feliz. Mas, ouça o rei que excedeu a todos os reis da terra em sabedoria! - "Tudo é vaidade". A palavra hebraica vaidade usada aqui é “hab ale” que significa "vazio ou vaidade; figurativamente algo transitório e insatisfatório”.
I. A vida sem Deus é vazia, porque a vida é transitória.
- Eclesiastes 1:4 “Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre”.
- Salmos 90:10 “A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos”. Se você está agora com 35 anos - você tem apenas 12.000 dias restante - Mas isso é um estalar de dedos em comparação com a eternidade. Tiago 4:14b “...Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa”.
Então, o que vale a pena na vida? A verdade é que, se você encontrar a Cristo, você é imediatamente bem sucedido na vida, mas se você tiver tudo o que esse mundo tem a oferecer, e não encontrar Deus através de Cristo, a sua vida é "vazia e insatisfatória".
II. A vida sem Deus é vazia, porque o conhecimento não traz paz.
- Eclesiastes 1:16-17 “Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão”.
A. O conhecimento que não reconhece Deus traz "aflição de espírito".
Por exemplo, os intelectuais do nosso tempo, dizem que em algum momento do passado sem idade, uma única célula viva surgiu por geração espontânea ou casualmente. E a partir desta célula plantas evoluíram gradualmente, multicelulares invertebrados, em seguida, peixes e insetos, em seguida, anfíbios, em seguida, répteis, em seguida, aves e mamíferos e finalmente o homem.
O autor desta teoria se angustiou em seu espírito e disse "por que se as espécies descendem de outras espécies por graduações finas, não estamos em todos os lugares vendo inumeráveis formas de transição? Pela evolução da teoria; inumeráveis formas de transição devem ter existido, por que não as encontramos encaixadas em números incontáveis na crosta da terra?”.
O ponto aqui é que o intelectualismo não traz paz, porque na maior parte ignora a sabedoria de Deus e, portanto, o pecado permanece.
- I Coríntios 1:20-24 “Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que creem. Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”.
III. A vida sem Deus é vazia, porque o prazer, a riqueza, e as obras não trazem satisfação duradoura.
A. Prazer: Eclesiastes 2:1 “Disse eu a mim mesmo: Ora vem, eu te provarei com a alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade”. Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas, um palácio, e era o homem mais rico do mundo.
Lembre-se, vaidade significa transitória, insatisfatória. A Bíblia nos diz em Hebreus 11:25 que Moisés escolheu "antes ser maltratado com o povo de Deus, do que desfrutar dos prazeres do pecado por algum tempo"
No final da vida, as coisas que pensávamos ser tão importantes no momento, parecem vazias porque não trouxeram nenhuma satisfação duradoura. Vamos dar uma olhada cuidadosa em 1 João 2:16-17 – “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre”
Quanto de nossas vidas são gastos perseguindo as coisas no versículo 16, mas o versículo 17 nos diz que tudo isso passa.
B. Riqueza e obras.
- Eclesiastes 2:4-11 “Fiz para mim obras magníficas: edifiquei casas, plantei vinhas; fiz hortas e jardins, e plantei neles árvores frutíferas de todas as espécies. Fiz tanques de águas, para deles regar o bosque em que reverdeciam as árvores. Comprei servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e de rebanhos, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém. Ajuntei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, concubinas em grande número.
Assim me engrandeci, e me tornei mais rico do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; pois o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e isso foi o meu proveito de todo o meu trabalho. Então olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia debaixo do sol”.
- Eclesiastes 5:10 “Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade”.
- Eclesiastes 5:15 “Como saiu do ventre de sua mãe, assim também se irá, nu como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na mão”.
IV. A vida sem Deus é vazia por causa do pecado
Eclesiastes 7:20 – “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e não peque”.
A. Este versículo nos diz que o pecado é um mal universal, somos todos afetados por ele.
B. Mas os homens pensam que não serão pegos: Eclesiastes 8:11 – “Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal”.
C. O julgamento virá, portanto, não perca sua juventude e torne a sua vida vazia.
- Eclesiastes 11:9-10 “Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e anime-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo. Afasta, pois, do teu coração o desgosto, remove da tua carne o mal; porque a mocidade e a aurora da vida são vaidade”.
- Eclesiastes 12:1 “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles;”
Conclusão: Eclesiastes 12:13-14 - Vamos ouvir a conclusão de toda a questão: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos, porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão encobertas, quer sejam boas, quer sejam más.
Receba Deus em sua vida e O obedeça - Porque a sua vida está sendo gravada e será revelada.
Não espere até que você esteja velho, e como Salomão, olhar para trás em uma vida vazia.