xmlns:b='http://www.google.com/2005/gml/b'xmlns:data='http://www.google.com/2005/gml/data' xmlns:expr='http://www.google.com/2005/gml/expr'> Vida Cristã: o que segnifica isso?
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sábado, 15 de junho de 2019

O que significa ser batizado com o Espírito Santo e com fogo?




O que significa 

ser batizado com o Espírito Santo e com fogo?

Postado em #VocêPergunta
Nós temos feito aqui muitos estudos bíblicos diários e torço de coração para que você esteja gostando. Mas você sabia que pode agora mesmo estudar a Bíblia de capa a capa (Gênesis a Apocalipse) em vídeo-aulas diretamente comigo, ai de seu celular, tablet ou computador no horário que você quiser? E ainda tirar dúvidas diretamente comigo sobre tudo que tiver dificuldades de entender? Pois é, quero te convidar a ver mais detalhes sobre isso... 

Você Pergunta: O que é o batismo com fogo citado em Mateus 3:11? Alguns afirmam que seria o batismo com o Espírito Santo seguido do falar em línguas. Eu fico um pouco confuso com relação a isso, pois eu mesmo sou crente fiel a Deus, mas nunca falei em línguas. Será que existe algum problema comigo? Todo crente deverá ser batizado com fogo ou só alguns que serão? O que é ser batizado com o Espírito Santo e com fogo?

Caro leitor, vamos fazer uma análise correta do texto citado por você, bem como de todo o contexto. Dessa forma conseguiremos esclarecer facilmente o significado dessa expressão usada por João Batista. O texto que você citou é este: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3:11). Vamos começar a nossa análise:
O que significa ser batizado o Espírito Santo e com fogo?

O que é ser batizado com fogo?

(1) A primeira pergunta que temos de responder é a seguinte: para quem João Batista dirigiu essa palavra? Observando o contexto, vemos que muitos iam até João Batista e, arrependidos de seus pecados, eram batizados por ele com água (Mateus 3:5-7). Mas entre estes, alguns iam até João com outros propósitos; estes são identificados como os fariseus e saduceus (Mateus 3:7). Foi diretamente a eles que João disse essa palavra, que começa no verso 7: “Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?”

(2) João questiona veementemente a falsidade e hipocrisia do arrependimento dos fariseus e saduceus (Mateus 3:8-9). Eles estavam ali com outros objetivos, não com o de se arrependerem dos seus pecados e viver uma nova vida. Nesse contexto João diz algo interessante a eles que nos ajudará a compreender o que significa batismo com fogo: “Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mateus 3:10). O fogo citado aqui, claramente aponta para o julgamento de Deus e a justa condenação dos ímpios.

(3) Dentro desse contexto João continua sua fala aos fariseus e saduceus e, claro, para aqueles que deveriam estar ali ouvindo toda essa conversa, explicando a eles da vinda do Messias, que seria maior do que ele (Mateus 3:11). Esse Messias estaria apto a oferecer dois batismos, sendo: o batismo com o Espirito Santo: é o batismo do arrependimento, a morte para a velha vida, a purificação dos pecados, a nova vida, etc. E o batismo com fogo: Esse é o batismo no qual os perversos serão batizados, conforme o próprio João explica na sequência: “A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (Mateus 3:12).

(4) Esse trigo que será recolhido no celeiro são os salvos, os batizados com o Espírito Santo, os selados pelo Espírito Santo da promessa (Efésios 1:13). Já a palha que será jogada em fogo inextinguível são os ímpios, batizados com o fogo do juízo de Deus. Como vimos, todo o contexto usa o fogo como símbolo do juízo de Deus sobre os perversos.

(5) Sabemos que nas Escrituras Sagradas o fogo é usado com diversos significados. Por exemplo, como símbolo de purificação, da provação, do juízo, etc. Para que o sentido da palavra fogo seja corretamente atribuído a um texto é importante avaliar cada contexto para não cometer erros. Como vimos claramente nesse texto que analisamos neste estudo, o batismo com fogo é claramente identificado como o batismo que Deus aplica nos ímpios, um batismo de condenação justa.

(6) Assim, caro leitor, o crente verdadeiro não deve ser batizado com esse fogo citado nesse texto, pois se o for, nem mesmo poderá mais ser chamado de crente, pois, na verdade, nunca o foi. Antes, se for batizado com esse fogo citado por João Batista, será um batismo de condenação.


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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O que é a ressurreição dos mortos segundo a Bíblia?

O que é a ressurreição dos mortos segundo a Bíblia?


Você Pergunta: Eu já li passagens na Bíblia que falam a respeito da ressurreição dos mortos, mas esse tema me deixa muito confuso, pois não consegui ainda entender muito bem como isso vai acontecer e nem quando. Você pode fazer um estudo mais detalhado sobre esse assunto na Bíblia?

Caro leitor, creio que um dos temas que mais nos deixa curiosos é a respeito da vida após a morte. Existem muitas teorias por aí. Cada religião pensa de uma forma. No entanto, nós que adotamos a Bíblia Sagrada como nossa regra de fé e prática nos pautamos nela também para esclarecer esse assunto. Vejamos:
O que é a ressurreição dos mortos segundo a Bíblia?

O que é a ressurreição dos mortos na Bíblia?

(1) Ressurreição dos mortos é quando alguém (já morto) volta à vida. A Bíblia apresenta dois significados sobre a ressurreição dos mortos: O primeiro tem a ver com alguns milagres em que pessoas que haviam morrido voltaram à vida. Por exemplo, Lázaro, ressuscitado por Jesus (João 11:43) e muitos outros que não temos notícias mais detalhadas, mas são mencionados na Bíblia (Hebreus 11:35).
O segundo significado tem a ver com o final dos tempos, quando Deus ressuscitará todos os que já morreram: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro…”(1 Tessalonicenses 4:16).

(2) Nós vamos focar agora no segundo significado de ressurreição dos mortos. A Bíblia é clara a respeito de que Deus já preparou um dia em que todos serão julgados. Esse dia é chamado de dia do juízo ou juízo final: “Em verdade vos digo que menos rigor haverá para Sodoma e Gomorra, no Dia do Juízo, do que para aquela cidade” (Mateus 10:15).

(3) A Bíblia também nos revela que nossos corpos mortais serão ressuscitados nesse dia e transformados para refletir a nova realidade da vida eterna: “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15:52).Observe que nesse momento final da história ocorrerá a ressurreição dos mortos. Mas observe que os mortos ressuscitarão incorruptíveis. Incorruptível significa não sujeito à corrupção, ou seja, nossos corpos não irão mais sofrer os problemas da vida terrena, eles serão transformados em um corpo diferente para viver a eternidade. A Bíblia não nos revela em detalhes essa questão, apenas diz que vai acontecer.

(4) A ressurreição dos mortos será também um momento que trará cada um de nós perante o tribunal de Deus. Todos serão julgados: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros” (Apocalipse 20:12).Esse julgamento separará os salvos dos condenados. Os salvos, como sabemos, aqueles que têm seus nomes inscritos no Livro da Vida habitarão para todo o sempre no céu, na presença de Deus: “Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Apocalipse 21:3).

(5) Ao mesmo tempo, aqueles que rejeitaram o Senhor e não tinham seus nomes inscritos no Livro da Vida, serão condenados ao sofrimento eterno: “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Apocalipse 20:15). Essa condição final dos condenados é chamada na Bíblia de segunda morte, ou seja, é a total e eterna separação de Deus (Apocalipse 20:14).

(6) Dessa forma, a ressurreição dos mortos será um importante acontecimento que marcará a finalização do plano de Deus com relação a nós e com relação a este mundo como ele é. Marcará também a salvação eterna no paraíso de Deus para os que são salvos e a condenação eterna, a total distância de Deus, a todos aqueles que foram condenados, assim como o próprio Jesus exemplificou: “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41).

(7) Por isso, é muito importante que você que está lendo este estudo entregue sua vida a Jesus agora mesmo. É somente estando aos pés de Jesus Cristo que somos salvos, pois Ele se entregou por nós na cruz para que tenhamos vida eterna no paraíso de Deus!

Postado, em #VocêPergunta




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sábado, 26 de maio de 2018

O significa isso? o que é EFRATA


Efrata



BELÉM EFRATA
Heb. Bêth-lechem, "casa de pão". 

Uma cidade na região rural de Judá. Aparentemente pertenceu a Jerusalém antes dos israelitas terem invadido o país, como uma referência a Bît-Lahmi nas cartas de Amarna parecem indicar. Era algumas vezes chamada Efrata (Gn 35:19), e para distingui-la da Belém em Zebulom era chamada Belém de Judá e Belém Efrata (Jz 17:7; Mq 5:2). No período patriarcal é primeiro mencionada como o local para onde Jacob viajava quando Raquel morreu (Gn 35:16, 19; Gn 48:7). Se o texto da LXX de Js 15:59 é fiável aparentemente foi entregue a Judá aquando da divisão do país, mas o texto masorético não a inclui na lista das cidades de Judá. Era a localidade onde viviam algumas personagens bíblicas famosas: Boaz (Rt 2:4), Jessé (1Sm 16:1), os filhos de Zeruia (2Sm 2:32), e David (1Sm 17:12; etc.). De acordo com a profecia de Miquéias (Mq 5:2) o Messias viria de Belém. No tempo de David era uma cidade murada e por algum tempo foi ocupada pelos filisteus (2Sm 23:14, 15). Roboão voltou a fortificá-la (2Cr 11:6). Depois do exílio babilónico os judeus reocuparam-na (Ed 2:1, 21; Ne 7:26).
Belém é especialmente bem conhecida como a cidade em que Jesus nasceu, e onde uma série de eventos teve lugar relacionados com o Seu nascimento: o anúncio do seu nascimento aos pastores, a visita dos magos do oriente, e o extermínio das crianças da cidade por Herodes o Grande (Mt 2:1-18; Lc 2:4-20).
Efrata, ou Efrate, é uma tribo ou lugar bíblico. A primeira menção de Efrata ocorre em Gênesis 35:16 e 48:7 em referência ao local onde Raquel morreu ao dar à luz a Benjamim e ser enterrada na estrada de Betel. Wikipédia
Efrata
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Efrata, ou Efrate, (em hebraico: אפרת \ ה) é uma tribo ou lugar bíblico.
A primeira menção de Efrata ocorre em Gênesis 35:16 e 48:7 em referência ao local onde Raquel morreu ao dar à luz a Benjamim e ser enterrada na estrada de Betel. Uma tradição muito antiga é a Efrata que se refere a Belém[1] e, portanto, onde morreu no caminho até lá, refletida pelo antigo túmulo de Raquel na entrada da cidade.
No entanto, alguns estudiosos modernos têm situado este local mais próximo a Betel, nos arredores de Ramala, baseado em versos de I Samuel e Jeremias. O principal candidato de acordo com este ponto de vista é um local conhecido em árabe como "kubur Israil beni"("enterro dos filhos de Israel"), e fica ao lado do uádi de Fará, cujo nome lembra "Efrata".
Durante grande parte da bíblia, Efrata é uma descrição dos membros da tribo israelita de Efraim, assim como para os possíveis fundadores de Belém.
O nascimento de Jesus em Belém, nas proximidades do território de ou "para Efrata" (Belém Efrata) sempre foi considerado pelos cristãos como o cumprimento da profecia de Miquéias (5:2) [5:1 na contagem judaica:
"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade."
Efrata era a esposa de Calebe (filho de Hezrom) e mãe de Hur (I Crônicas 2:19; I Crônicas 2:50 e I Crônicas 4:4). Segundo a tradição judaica este era um outro nome para Miriam.

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O que é o dia de finados? É bíblico?


O que é o dia de finados? É bíblico?


Você Pergunta: Todos os anos no Brasil temos o feriado do dia de finados. Sabemos que é um feriado religioso, mas gostaria de saber se ele existe na Bíblia e se é correto nós participarmos desse feriado. Você pode dar mais detalhes sobre o dia de finados e fazer uma análise bíblica?

Cara leitora, no dia 2 de Novembro oficialmente em nosso país é feriado.Trata-se do dia de finados. Alguma pessoas não tem ideia do que significa esse dia de finados, mas iremos neste estudo dar alguns detalhes interessantes.

O dia de finados também é chamado de “dia dos fiéis defuntos” ou “dia dos mortos”. Trata-se de uma data principalmente comemorada pela igreja católica e fundamentada na crença na oração que os vivos deveriam fazer pelos mortos para que estes pudessem alcançar certos benefícios onde quer que estejam após suas mortes.O dia de Finados é Bíblico?

O que é o dia de finados?

Essa crença é baseada [na tradição] e principalmente no livro de 2 Macabeus 12. 43-46:
“Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.” (2 Macabeus 12. 43-46 – Bíblia Ave Maria)


O livro citado acima é considerado apócrifo para nós protestantes (e também para os judeus), ou seja, ele não faz parte do cânon bíblico aceito como inspirado por Deus. Os católicos creem que os vivos têm a possibilidade de fazer algo pelos mortos, por isso acendem velas, oram por eles e até pedem perdão pelos seus pecados. Essa prática, porém, está definitivamente contrária ao que diz a palavra de Deus. Vejamos alguns textos:

“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12. 7). 
Não existem caminhos intermediários entre esta terra e Deus. Não existe purgatório, locais de purificação e nem novas oportunidades de salvação e perdão após a morte da pessoa. Esse ensino claro destrói qualquer tradição apoiada nesse tipo de prática.“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo“ (Hebreus 9. 27). 
Fica claro neste texto que a morte sela todas as oportunidades dadas às pessoas. Não há como interferir na vida pós-morte. Se logo após a morte vem o juízo, como haveria possibilidade de orar para que alguém já morto fosse perdoado pelas suas faltas? Ele já não foi julgado? Orações em favor dos mortos são inúteis e não tem base bíblica.

A salvação é somente pela fé em Jesus Cristo. “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (Atos 4. 12). Isso mostra que orações pelos mortos não tem validade para salvá-los, purificá-los ou mesmo perdoar os seus pecados. A salvação é pela fé em Jesus e isso acontece aqui enquanto temos vida para crer, para confessar Jesus, para se arrepender, para receber e acolher o evangelho.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1. 9). O perdão se dá através do arrependimento e da confissão dos pecados, o que os mortos não tem condições de fazer. A confissão é pessoal, de modo que eu não posso confessar os pecados de outro. Cada um responde pelos seus erros e só há oportunidade de confissão enquanto há vida: “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12).

A obra de Jesus justifica totalmente os que Dele se aproximam através da fé. Não há meia salvação e nem meio perdão. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5. 1).
Como vimos, as práticas realizadas nesse dia estão totalmente distantes do que diz a Bíblia.

O que, então, nós evangélicos fazemos no dia de finados? Bom, como o feriado já está proclamado mesmo, creio que o melhor que podemos fazer é lembrar-nos do legado que os nossos falecidos nos deixaram. Seus exemplos, sua sabedoria, seu carinho, seu amor. Ir ao cemitério e deixar os túmulos dos entes queridos honradamente bem cuidados não está contrário ao que a Bíblia diz. Fazer qualquer petição ou orar pelos mortos fere os princípios mais básicos da palavra de Deus, por isso, fazemos bem em nos afastar dessas práticas


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domingo, 6 de agosto de 2017

O que significa o levirato na Bíblia? Ele ainda é praticado hoje em dia?




O que significa o levirato na Bíblia?

 Ele ainda é praticado hoje em dia?

Postado, em O que significa isso?


Talvez você já tenha lido sobre o levirato na Bíblia, mas nem tenha se dado conta do que ele significava naquela época. Ele é narrado algumas vezes na Bíblia e nos ajuda a entender um pouco mais dessa prática antiga que era realizada quando havia alguma morte de um marido sem deixar filhos.
O que significa o levirato na Bíblia?

O que significa o levirato na Bíblia?

(1) A primeira menção sobre o levirato na Bíblia aparece em Gênesis 38:1-10. Er era casado com Tamar, mas era um homem perverso, e a Bíblia diz que Deus o fez morrer (Gênesis 38:7). Então, Onã, irmão de Er, foi chamado a cumprir o levirato: “Então, disse Judá a Onã: Possui a mulher de teu irmão, cumpre o levirato e suscita descendência a teu irmão” (Gênesis 38:8).  Em linhas gerais, o levirato era praticado quando ocorria a morte de um marido que ainda não tinha filhos homens com sua esposa. Cabia a um irmão não casado ou a algum parente mais próximo que estivesse disponível, casar com a viúva. O detalhe é que no levirato o filho que nascesse dessa relação era considerado legalmente como filho do falecido.

O levirato na lei de Moisés

(2) Mais tarde o levirato aparece complementado com algumas regras na lei de Moisés, com alguns detalhes adicionais interessantes:

a) Provavelmente temos aqui uma orientação de que somente um irmão solteiro pudesse, caso o irmão casado morresse sem filhos homens, casar com a viúva: “Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer sem filhos, então, a mulher do que morreu não se casará com outro estranho, fora da família; seu cunhado a tomará, e a receberá por mulher, e exercerá para com ela a obrigação de cunhado” (Deuteronômio 25:5).
b) O primeiro filho desse casamento seria considerado como sendo do falecido: “O primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o nome deste não se apague em Israel” (Deuteronômio 25:5)
c) Esse irmão poderia recusar casar-se com a viúva, mas isso deveria ser informado aos líderes anciãos da cidade e representava um ato de grande vergonha para ele (Deuteronômio 25:7-10).

Outros casos de levirato na Bíblia

(3) Um outro caso na Bíblia onde temos o levirato sendo praticado com algumas variações é na história de Rute. Rute tinha um marido chamado Malon, que faleceu (Rute 1:5).

Quando chegou a Israel, encontrou Boaz, que era um parente de seu marido (Rute 2:1). No entanto, antes de Boaz, existia um outro parente mais próximo que deveria exercer o papel de resgatador na família. Mas esse resgatador não quis resgatar as propriedades e cumprir o levirato para com Rute, o que fez com que Boaz fosse o resgatador e também cumprisse o levirato: “Então, Boaz disse aos anciãos e a todo o povo: Sois, hoje, testemunhas de que comprei da mão de Noemi tudo o que pertencia a Elimeleque, a Quiliom e a Malom; e também tomo por mulher Rute, a moabita, que foi esposa de Malom, para suscitar o nome deste sobre a sua herança, para que este nome não seja exterminado dentre seus irmãos e da porta da sua cidade; disto sois, hoje, testemunhas” (Rute 4:9-10)

Levirato no Novo Testamento
(4) A única menção que nos dá pistas sobre o levirato no Novo Testamento é na mesma história registrada em Mateus 22:23-28, Marcos 12:18-23 e Lucas 20:27-33, onde os saduceus testam Jesus perguntando sobre uma mulher que ficou viúva por sete vezes e o levirato foi cumprido por seis irmãos: “perguntaram-lhe: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém, sendo aquele casado e não deixando filhos, seu irmão deve casar com a viúva e suscitar descendência ao falecido…” (Lucas 20:28). Não temos mais menção nenhuma do levirato a partir daqui, o que nos fazendo crer que ele foi sendo cada vez menos praticado até desaparecer.

(5) Dessa forma, finalizamos entendendo que o levirato foi praticado principalmente com o objetivo de manter as posses dentro das próprias famílias, como uma espécie de proteção familiar contra pessoas de fora que pudessem casar com viúvas sem filhos e se aproveitar do que o falecido marido tinha conquistado, além, claro, da questão de ser dada descendência em homenagem ao falecido que morreu sem filhos.

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sábado, 29 de julho de 2017

Deus se arrepende, tem boca, olhos, ouvidos? Por que a Bíblia o cita assim?




Deus se arrepende, tem boca, olhos, ouvidos?

Por que a Bíblia o cita assim?



Postado, em Série O que significa isso? 

Encontramos na Bíblia vários textos falando a respeito de Deus. É interessante que alguns textos descrevem atitudes e particularidades a respeito Dele que se parecem muito com as particularidades do ser humano. 

antropomorfismo, figuras de linguagem, Deus
Vejamos alguns exemplos:
 “então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração.” (Gn 6. 6). Deus é descrito aqui se arrependendo, como se tivesse cometido um erro.

“E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá.” (Ex 33. 20).Deus é descrito aqui tendo um rosto.

“Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.” (Sl 17. 6). Deus é descrito aqui tendo ouvidos.

“Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do SENHOR dos Exércitos o disse.” (Mq 4. 4). Aqui Deus é descrito tendo boca e falando através dela.

Todos esses textos apresentam o antropomorfismo. Essa expressão significa uma figura de linguagem que apresenta Deus como se Ele tivesse formas humanas, como membros e órgãos. Há também a descrição de Deus como se tivesse sentimentos e emoções como as nossas.

Esse tipo de descrição é usada para facilitar a nossa compreensão, já que temos um conhecimento apurado do nosso mundo e suas particularidades, e um conhecimento pouco apurado das realidades das coisas de Deus. Assim, os autores bíblicos utilizaram expressões que facilmente compreendemos para descrever Deus e suas ações na história.

Note que a Bíblia deixa claro que Deus é Espírito e, sendo assim, não tem formas humanas. “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4. 24)

A Bíblia também ensina que Deus não é ser humano e nem erra para que se arrependa. “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Nm 23. 19)

Assim, a figura de linguagem chamada de antropomorfismo nos ajuda a compreender os textos bíblicos onde os autores buscaram explicar Deus, em toda a Sua complexidade, através de nosso vocabulário e conhecimento limitados.

terça-feira, 25 de abril de 2017

O que significa bode expiatório?




O que significa bode expiatório? Onde temos isso na Bíblia?

Postado, em O que significa isso?

O termo bode expiatório, que vem da Bíblia, é muito usado também em nosso país como um ditado popular. No ditado popular, bode expiatório é alguém que leva a culpa por algo que, normalmente, não cometeu. Ou é usado para alguém que é pego, por exemplo,  em uma situação onde várias pessoas participaram, mas somente uma é punida. Vejamos de onde saiu essa expressão na Bíblia Sagrada:


bode expiatório, Bíblia, Antigo Testamento, o que é bode expiatório

O que significa bode expiatório na Bíblia?

No Antigo Testamento vemos Deus ordenando que uma vez ao ano o povo celebrasse uma espécie de ritual onde o sumo sacerdote deveria, numa cerimônia ritual, oferecer sacrifícios a Deus pelos pecados de todo o povo de Israel. (O relato sobre essa cerimônia encontra-se em Levítico 16. 5-28).

Esse sacrifício promovia a expiação, ou seja, o perdão dos pecados do povo arrependido, que se dava mediante a oferta de uma vitima inocente que sofria a punição pelo pecado no lugar deles. No Antigo Testamento alguns tipos de animais, segundo a ordem de Deus, faziam esse papel substitutivo.

Os 2 bodes: O bode para sacrifício pelos pecados e o bode emissário (bode expiatório)

Nessa cerimônia, dois bodes eram escolhidos para o ritual. Um deles era oferecido em sacrifício pelos pecados de todo o povo. “Assim, fará expiação pelo santuário por causa das impurezas dos filhos de Israel, e das suas transgressões, e de todos os seus pecados. Da mesma sorte, fará pela tenda da congregação, que está com eles no meio das suas impurezas.” (Levítico 16. 16).

O outro bode era chamado de bode emissário e também ficou conhecido como bode expiatório. Esse bode era solto no deserto e representava que os pecados de todo aquele povo estavam sendo enviados para longe, tinham sido esquecidos e perdoados por Deus.

“Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso. Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto.” (Levítico 16. 21-22).

Não se sabe ao certo quando essa figura do bode expiatório virou um ditado popular. Mas agora sabemos onde ele foi inspirado, na Bíblia Sagrada. Assim, na Bíblia, o bode expiatório era um animal escolhido para levar sobre si os pecados confessados de todo o povo de Israel, representando o perdão de Deus a eles.


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