xmlns:b='http://www.google.com/2005/gml/b'xmlns:data='http://www.google.com/2005/gml/data' xmlns:expr='http://www.google.com/2005/gml/expr'> Vida Cristã: Depresão o que è?
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Depressão é uma doença psiquiátrica





















Depressão é uma doença psiquiátrica


Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas, etc. Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos, e desaparece o interesse pelas atividades, que antes davam satisfação e prazer

A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.

Causas
Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, doença que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilho para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: as anfetaminas). Mulheres parecem ser mais vulneráveis aos estados depressivos em virtude da oscilação hormonal a que estão expostas principalmente no período fértil.
Sintomas
Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:
1) alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional); 2) distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva  praticamente diárias); 3) problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); 4) fadiga ou perda de energia constante; 5) culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade); 6) dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se); 7) ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte); 8) baixa autoestima, 9) alteração da libido. Muitas vezes, no início, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.
Diagnóstico
O diagnóstico da depressão é clínico e toma como base os sintomas descritos e a história de vida do paciente. Além de espírito deprimido e da perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades durante pelo menos duas semanas, a pessoa deve apresentar também de quatro a cinco dos sintomas supracitados. Como o estado depressivo pode ser um sintoma secundário a várias doenças, sempre é importante estabelecer o diagnóstico diferencial.
Tratamento
Depressão é uma doença que exige acompanhamento médico sistemático. Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Nos outros mais graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa da crise.
Existem vários grupos desses medicamentos que não causam dependência. Apesar do tempo que levam para produzir efeito (por volta de duas a quatro semanas) e das desvantagens de alguns efeitos colaterais que podem ocorrer, a prescrição deve ser mantida, às vezes, por toda a vida, para evitar recaídas. Há casos de depressão que exigem a associação de outras classes de medicamentos – os ansiolíticos e os antipsicóticos, por exemplo – para obter o efeito necessãrio. Há evidências de que a atividade física associada aos tratamentos farmacológicos e psicoterápicos representa um recurso importante para reverter o quadro de depressão.
 Recomendações
* Depressão é uma doença como qualquer outra. Não é sinal de loucura, nem de preguiça nem de irresponsabilidade. Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez;
* Depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: na infância, adolescência, maturidade e velhice. Os sintomas podem variar conforme o caso. Nas crianças, muitas vezes são erroneamente atribuídos a características da personalidade e nos idosos, ao desgaste próprio dos anos vividos;
* A família dos portadores de depressão precisa manter-se informada sobre a doença, suas características, sintomas e riscos.  É importante que ela ofereça um ponto de referência para certos padrões, como a importância da alimentação equilibrada, da higiene pessoal e da necessidade e importância de interagir com outras pessoas. Afinal, trancafiar-se num quarto às escuras, sem fazer nada nem falar com ninguém,está longe de ser um bom caminho para superar a crise depressiva.
Segundo levantamento feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo, ou seja, pelo menos 5% da população.


Principalmente nesta quarta-feira (10/10/2012), quando é comemorado o Dia Mundial da Saúde Mental, esse é um alerta importante para a necessidade de incentivar os governos a implementarem tratamentos para combater o transtorno.
Apesar de haver terapia para a depressão, apenas metade das pessoas que sofrem com a doença recebe os cuidados de que necessitam. Casos de depressão leve podem ser tratados sem medicamentos, apenas com acompanhamento psicológico, mas, na forma moderada ou grave, geralmente os pacientes precisam de medicação.
A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite. Também há a sensação de cansaço e falta de concentração. A doença pode ser de longa duração ou recorrente. Na sua forma mais grave, pode até mesmo levar ao suicídio.

TESTE

DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO  Depressão é a tristeza quando não acaba mais. É uma doença que ataca tão subrepticiamente, que a maioria dos que sofrem dela nem percebem que estão doentes. De cada dez pessoas que procuram o médico, pelo menos uma preenche os requisitos para o diagnóstico de depressão.
Do início insidioso, a depressão evolui continuamente para quadros que variam de intensidade e duração. Nos casos mais simples, a pessoa pode curar-se por conta própria em duas a quatro semanas. Passado esse período sem haver melhora, os especialistas recomendam atenção e tratamento, porque a depressão prolongada pode levar a suicídio e mortes por causas naturais. Para ajudá-lo a identificar os sintomas da depressão acompanhe o algoritmo abaixo, retirado da quarta edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV):
1) Durante o último mês, você esteve frequentemente chateado por se sentir deprimido e desesperançado?
2) Durante o último mês você esteve frequentemente chateado por sentir falta de interesse nas atividades?
Se a resposta foi não a ambas as perguntas, é pouco provável que você tenha depressão. Mas, se uma das respostas foi sim, esteja atento a outros sintomas da doença.
O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais dos seguintes sintomas que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou anedônia, durante pelo menos duas semanas, provocando distúrbios e prejuízos na área social, familiar, ocupacional e outros campos da atividade diária.
1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;
2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;
3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;
4) Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;
6) Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;
7) Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;
8) Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar ou concentrar-se;
9) Idéias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.
De acordo com o número de itens respondidos afirmativamente, o estado depressivo pode ser classificado em três grupos:
1) Depressão menor: 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo estado deprimido ou anedônia;
2) Distimia: 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos, no mínimo;
3) Depressão maior: 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedônia.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

DEPRESSÃO: COMO ACEITAR QUE PRECISA DE AJUDA PSICOLÓGICA?


DEPRESSÃO: COMO ACEITAR QUE PRECISA DE AJUDA PSICOLÓGICA?

A depressão é um transtorno de humor que quando não recebe a devida atenção por parte da pessoa que sofre, certamente irá afetar negativamente os seus pensamentos e comportamentos. Não existem fórmulas mágicas, nem tão pouco um tratamento que tenha 100% de eficácia com todas as pessoas. Isto acontece porque a depressão necessita do envolvimento da pessoa na sua recuperação, e como tal, a participação da pessoa joga um papel fundamental na sua recuperação. É importante que a pessoa que sofre aprenda a lidar de forma funcional com os seus pensamentos, comportamentos e crenças, que usualmente podem apresentar-se alterados devido às mudanças decorrentes do problema relacionado com a depressão.

Claro que existem formas, tratamentos, terapias e mesmo alguns medicamentos que quando aplicados devidamente e inseridos num programa de recuperação surtem um efeito positivo na superação da depressão. No entanto, por vezes, algumas das pessoas que sentem a sua energia diminuída, a irritabilidade aumentada, o prazer geral afetado negativamente, desmotivação para as tarefas habituais, excesso de pensamentos negativos, baixa autoestima, tristeza profunda, cometem o terrível erro de não procurar ajuda psicológica. Talvez por desconhecimento, ou por más experiências, ou por descrença nos profissionais, o que é certo é que resistem à procura de uma solução, arrastando a sua situação até a uma zona alarmante para a sua vida. Surgindo na grande maioria dos casos, a pergunta derradeira: Porque é que não consigo ser feliz?

Se você ou algum familiar seu se encontra numa situação idêntica à descrita, pondere a situação, dê-lhe a devida atenção e procure informação no sentido de esclarecer-se melhor. Aprofundei este assunto no artigo: Como dar apoio a alguém com depressão?
mulher depressão

A pessoa que possa estar a enfrentar um momento depressivo, tristeza profunda ou se sinta desmotivada e desadequada para grande parte das suas tarefas, certamente irá passar por algumas fases inerentes ao seu momento menos bom, ou até mesmo terrível. Mesmo que não se encontre com depressão clínica, pode usufruir de perceber e saber detetar a fase em que se encontra ou que pode vir a passar, no sentido de não piorar o seu estado, ou na melhor das hipóteses não cair em depressão severa. Ou, se já se encontra (desde que devidamente diagnosticada) com depressão (leve, moderada ou severa) ficar informado da situação problemática em que se encontra e da consequente necessidade de procurar ajuda profissional. E na minha opinião, de preferência ajuda psicológica.
Apresento as  cinco fases que a pessoa que tem depressão ou que tem simplesmente alguns dos sintomas da depressão acima descritos e sente a sua vida afetada negativamente no seu dia-a dia por um período prolongado (mais do que seis semanas) , deve ficar ciente no sentido de sensibilizar-se na procura de ajuda.

PRIMEIRA FASE
Desconhecimento. Estas mudanças físicas estranhas poderão ser depressão? Às vezes, tudo o que uma pessoa precisa é de alguém para destacar o óbvio. Não suponha que uma pessoa pode ligar os pontos entre os sintomas depressivos e a depressão como um transtorno de humor tratável. Usualmente não. A pessoa pode passar a ter insónias, perder peso, ter falta de apetite, perda de prazer nas coisas que gostava de fazer, percebendo que algo de errado se passa, ir ao médico, fazer análises sanguíneas e não existir justificação para a enorme falta de energia (sintoma muito comum e severo presente no diagnóstico de depressão). No entanto, é igualmente importante caso vá ao seu médico, que ele não tenha o ato bem intencionado de lhe prescrever antidepressivos baseando-se apenas na descrição dos seus sintomas, sem que faça o devido diagnóstico, ou de preferência que o encaminhe para um psicólogo ou psiquiatra.
Ainda que você possa ter grande parte dos sintomas comuns da depressão, pode não preencher os critérios de diagnóstico para a depressão, e eventualmente estar a sofrer de um outro transtorno psicológico que tem comorbidade com a depressão. Devido a este fato, é aconselhável e premente que consulte um profissional de saúde mental.

SEGUNDA FASE

Negação. O quê? Eu, deprimido? De jeito nenhum! Às vezes uma pessoa precisa de uma exposição repetida à mesma ideia a partir de várias fontes para que possa refletir sobre esse assunto. Seja consistente e persistente. Conte com a ajuda de familiares e amigos. Por vezes a palavra depressão está associada a fraqueza da pessoa. Como se apenas as pessoas fracas psicologicamente pudessem desenvolver depressão. Um perfeito equívoco. A depressão é susceptível de manifestar-se em qualquer pessoa. Não é praga nenhuma, não é desprestígio nenhum, nem tem de ser um estigma. Usualmente, numa primeira fase a pessoa não quer admitir que pode estar a ficar desanimada com a sua vida, que o seu humor está terrivelmente alterado. A própria negação é um potenciador da depressão.
Numa fase leve, em que a pessoa começa a ter pensamentos deprimidos, a depressão pode não ser mais do que apenas um conjunto alargado de erros de raciocínio que a pessoa começou a cometer. Se a pessoa não entrar em negação, olhar o seu problema de frente e não se estigmatizar, poderá com relativa facilidade suprimir esses pensamentos e rapidamente estabilizar o seu humor, sem avançar para cenários piores.
Para aprofundar o assunto leia: Depressão, será um erro de raciocínio?

TERCEIRA FASE

Resistência. Ok, eu estou deprimido, mas eu não preciso de medicação, nem de terapia psicológica ou de ajuda profissional para resolver meus problemas. Vou orar, vou meditar, vou comer alimentos orgânicos para me recuperar. Ainda que todas estas componentes possam ajudar como complemento, não podem ser consideradas tratamento ou terapia.Algumas pessoas em determinadas situações também se recuperam de infecções graves, sem o uso de antibióticos. As pessoas levam muito mais tempo para se recuperarem dessas infeções e às vezes corre mal levando a pessoa à morte, devido à ausência dos antibióticos.
 Porque não usar grande parte dos recursos à disposição?
Acredito que por vezes a pessoa que se vê na situação angustiante de lutar contra a depressão, possa sentir-se desesperada, em parte, devido ao processo de tratamento. Por vezes os sistemas nacionais de saúde não estão preparados para trabalharem em coordenação. E, alguns profissionais demasiado tradicionais e de “vistas curtas” agarram-se em demasia aos seus conhecimentos, não abrindo a porta à interdisciplinaridade. Desta forma, a pessoa que sofre pode ter receio de que se for ao psiquiatra tenha de passar longos períodos sobre o efeito de medicação. Ou, noutro caso ponderar a terapia psicológica, criando a ideia que terá de caminhar eternamente para o consultório e ficar dependente do psicólogo.
depressão
Ambos os cenários na verdade são suscetíveis de acontecerem. Por vezes o maior problema das pessoas que sofrem de depressão, está exatamente no tratamento. Isto acontece, mas é possível ser um paciente “inteligente” da saúde mental. Estabeleça metas razoáveis ​​com um terapeuta/psicólogo ou psiquiatra e definia um prazo para atingir esse objetivo (superar a depressão). Muitas pessoas vão ao psicólogo ou psiquiatra durante anos mantendo exatamente os mesmos problemas. Você faria isso com qualquer outro profissional de saúde? Claro que não.
Se teimosamente o seu problema continua a persistir passado largos meses. Se você continua a aumentar a sua lista de medicamentos ou recorrentemente substitui uns medicamentos por outros, obtendo o mesmo resultado, coloque esse tratamento em questão. Se continua a ir às consultas de psicologia, e continua a sentir-se da mesma forma, ou de forma sistemática tem recaídas, questione o profissional, coloque a terapia em questão.

consultas de psicologia ABORDAGEM CIENTÍFICA

consultas psicologiaExistem várias abordagens na psicologia e desenvolvimento pessoal. Entre todas, a Terapia Cognitiva e de igual forma a Terapia Comportamental, têm provado ao longo do tempo, a sua eficácia, pelo que existiu uma integração: Terapia Cognitivo-Comportamental. A nossa intervenção tem por base a terapia cognitiva fundada por Aaron Beck, psicólogo norte-americano – Beck Institute for Cognitive Theraphy and Research, ou a Terapia Racional Emotiva, fundada por Albert Ellis – Albert Ellis Institute.
Estes métodos apresentam-se na actualidade como formas de intervenção psicológica eficazes e aplicamo-las para providenciar óptimos serviços aos nossos clientes.

VANTAGENS

As consultas de psicologia online oferecem algumas vantagens. Os benefícios prendem-se com a quebra de barreiras geográficas e de mobilidade física, privacidade, conforto e horários flexíveis. Algumas pessoas encontram no nosso serviço uma maior facilidade em expor as suas preocupações e problemas sem terem alguém directamente à sua frente, facilitando a expressão dos sentimentos.
Se já passou ou está a passar por um cenário idêntico, tente obter uma segunda opinião ou tente uma abordagem diferente. Não desista de forma alguma. Persista na sua tentativa de recuperação total, ela é possível. O tipo de medicação ou terapia pode não estar a surtir efeito, mas você pode ser proativo e esperançador.

FASE QUATRO

Consciencialização. Eu sei que preciso exercitar-me, ativar-me, passar a fazer pequenas tarefas, dormir mais, regular os meus pensamentos negativos, mas eu simplesmente não me apetece. É importante relembrar à pessoa que sofre que somos todos humanos. Ficar abatido, não ter vontade e resignarmo-nos é natural acontecer. No entanto, a pessoa que sofre se pretende melhorar a sua condição, terá de fazer a pergunta derradeira:
O que eu me proponho a fazer, mesmo não me apetecendo?
É importante que a pessoa responda todos os dias a esta questão, durante o processo de recuperação. E faça o que está previamente planeado, mesmo não tendo vontade para isso. A pessoa tem de tomar consciência que não poderá movimentar-se pela sua vontade, mas sim por aquilo que sabe que tem de fazer para ajudar-se a si mesmo.
Aprofundei este assunto, no artigo: Olhe a depressão como ela é, paralisia da vontade

FASE CINCO

Aceitação. Eu acho que a depressão é algo com que eu tenho de aprender a lidar. A depressão estabelece uma relação com os acontecimentos de vida. Numa primeira fase os estados deprimidos são uma reação natural à perda ou percepção de perda. Aceitar esta ideia e esta reação pode ser esperançador.
O fato de aceitar-se que se está a atravessar um momento difícil, que se enfrenta um período de vida em que grande parte das coisas significativas podem estar a ir numa direção oposta à desejada, pode capacitar a pessoa para sentir-se capaz de fazer algo para superar esse período angustiante.
Se a pessoa conseguir perceber que os sintomas físicos desagradáveis que sente, são uma consequência da sua avaliação do momento em que se encontra. E, como tal não pode deixar de não sentir-se abatida. No entanto, no exato momento que a pessoa percebe e aceita isso como um fato, fica numa posição vantajosa para ajudar-se a si mesmo. Sem estigmas, sem ataques ao seu ego, sem menosprezar-se ou vitimizar-se. A pessoa entende que tem um problema, mas que não é o problema. Que apesar de estar deprimida, pelo seu querer pode fazer algumas coisas para voltar a sentir-se bem. É claro que com o devido enquadramento e ajuda profissional.
Aceite o seu estado, mas não fique resignado a ele. Aceita o seu momento, mas faça algo para sair dele. Se algumas coisas não resultarem, continue firme, faça outras que possam surtir efeito.
Informamos, que aqui mesmo no Blog da Escola Psicologia pode ter acesso a terapia psicológica com base na abordagem cognitivo-comportamental. A terapia cognitivo-comportamental é na atualidade a terapia não medicamentosa mais eficaz no tratamento da depressão. Para mais informações consulte: Consultas de Psicologia Online
Abraço

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

INQUIETUDES DA ALMA.



INQUIETUDES DA ALMA. UMA REFLEXÃO SOBRE O CRISTÃO E A DEPRESSÃO.



Em tempos de pós-modernidade viver em sociedade exige cada vez mais do indivíduo, num regime capitalista e vaidoso, onde as aparências expressam o valor do indivíduo mergulhado na necessidade de ascensão material, faz surgir com uma força nunca vista antes as inquietudes da alma.São muitos os distúrbios psicológicos que surgem na atualidade assim como muitas são ou podem ser as suas causas, neste artigo iremos discorrer sobre a depressão, delimitando o assunto a uma reflexão sobre o cristão e este mal possível em sua vida.

Não nos cabe aqui diagnosticar o problema ou trazer uma solução no campo de aplicação psicológica assim como não é propósito deste artigo anular a necessidade de um acompanhamento clínico e psicológico. Esta reflexão parte da visão teológica pastoral, tendo por objetivo expor a possibilidade deste mal afligir um cristão, e que este fundamentado na escritura e centrado em Cristo tem maior chance de vencê-lo


Palavras-chave: Depressão. Tristeza. Cristão. Causa. Inquietude. Alma.

INTRODUÇÃO

Um cristão pode ficar em depressão? Existem exemplos bíblicos de tal mal?
As respostas a estas perguntas são obtidas quando se permite fazer uma reflexão sobre o assunto se despindo de preconceitos, tendo como objetivo entender o que é a depressão, suas possíveis causas e possibilidades de tratamento.

Talvez a grande causa da proliferação deste mal está na correria do dia a dia, os objetivos pessoais cada vez mais vaidosos, a luta diária por sobrevivência numa realidade capitalista, onde os anseios e propósitos são impressos no indivíduo assim que ele nasce, levando a uma carreira de competição onde vencer na vida em sociedade, atendendo seus estabelecimentos prévios é uma meta indiscutível e vital para a existência estabilizada.

Não se pode negar a necessidade e dever que cada indivíduo tem de se capacitar, trabalhar e sviver, mas também não se pode negar que aquilo que a bíblia expõe como emulações e porfias entre outras é uma realidade a ser vencida, a desigualdade social é gritante e deve ser tratada.

Entendemos que a depressão sobrevém, por motivos outros, não se limitando ao discorrido acima. Analisaremos adiante alguns pontos e então citaremos exemplos bíblicos a fim de apenas refletir sobre a depressão na vida do cristão.

O QUE É DEPRESSÃO E SUAS POSSÍVEIS CAUSAS

Entende-se depressão como um abatimento, um rebaixamento de nível, onde o individuo passa a ter uma visão distorcida de si mesmo, vê de forma negativa a  realidade a sua volta, desperta uma forte irritabilidade, tristeza profunda, suas perspectivas se perdem, se torna desanimado, desinteressado de estudos, emprego, família, evita as relações interpessoais, desperta forte ansiedade, sente-se frustrado, incapaz, passa a ter pensamentos e conversas de morte, desenvolvendo ainda vários problemas físicos como distúrbio alimentar, distúrbio do sono entre outras situações psicossomáticas.

As causas da depressão podem variar, sendo elas a baixa autoestima, a perda de entes queridos, perda de emprego ou o simples medo de perder algo ou alguém, desapontamentos, frustrações, objetivos não alcançados, feridas emocionais ao longo da vida, algum tipo de abuso sofrido em algum momento em fim, são circunstâncias da vida que desencadeiam o estado depressivo, sua intensidade e tratamento varia entre indivíduos.

UMA PESSOA COM A POSSIBILIDADE DE ESTAR EM DEPRESSÃO

Uma pessoa em depressão dificilmente sabe que esta neste estado, podendo não encontrar soluções para seu problema por desconhecer o que tem na verdade. Pessoas do convívio de alguém em depressão, podem não notar este estado no outro, embora este expresse uma mudança no seu comportamento em geral, não se tem a ideia que seja um distúrbio psicológico, uma inquietude da alma vivida pela pessoa, então os que estão a volta passam a critica-lo, a interpreta-lo mal ou mesmo excluí-lo em determinadas situações, o que pode acarretar num agravante para a situação.

Quando é possível identificar a possibilidade de haver um estado depressivo, o indivíduo que passa por esta situação pode não concordar ou não aceitar tal possibilidade. Apesar de a depressão ser uma realidade que tem se multiplicado e afligido a muitos, pode existir certos preconceitos dentro do cenário cristão, pois ainda se tem a ideia de que um cristão jamais poderia ficar neste estado. Este pensamento tem levado pessoas a um mergulho profundo na depressão, pois sendo cristão, tem que negar o mal que esta passando simplesmente para se enquadrar nas exigências do sistema religioso.

Consideramos inegável que ser morada do Espírito Santo, viver os princípios doutrinários de Jesus, faz a pessoa forte para vencer o dia mal, mas é inegável também que enquanto vivendo neste mundo, esta pessoa esta sujeita as circunstancia adversas e males causados no caminhar desta vida, estes podem e em momentos devem, ser tratadas por pessoas capacitadas na área psicológica, assim como é realizado  tratamentos médicos em geral.

O cristão pode passar por depressão, mas a permanência neste estado, não é uma realidade da sua vida. 
Quando a depressão vem sobre o seguidor de Cristo, este deve buscar forças em Deus,na pessoa do Espírito Santo que habita em todo cristão, deve buscar forças na oração, na palavra, deve buscar a comunhão com os irmão, estar se relacionando e ativo no corpo de Cristo. Invernos na vida vêm e vão, e será assim até o ultimo dia de vida de cada indivíduo, seja cristão ou não.

DEPRESSÃO OU APENAS TRISTEZA? EXISTE DIFERENÇA?

Entendemos que antes de citar exemplos bíblicos devemos fazer esta distinção. Se faz necessário entender quando um individuo esta num estado depressivo ou apenas em estado de tristeza. Já entendemos o que é a depressão diante do que já citamos anteriormente, podemos agregar a este estado o não digerir corretamente determinadas situações, o que leva a pessoa a um desejo de lançar sobre os que estão a sua volta todo rancor que há em si. Podemos citar também que os objetivos não alcançados, o sentimento de incapacidade e inutilidade diante de acontecimentos na vida, criam feridas na alma levando longos períodos para serem saradas, este longo tempo neste estado abatido se caracteriza em doença.

Como tristeza entendemos ser um abatimento vivido por situações iguais as que causam a depressão, mas que não perduram, acontecendo em períodos menores, e sendo digeridos corretamente passam e até ajudam a construir uma percepção mais acertada sobre os acontecimentos. É comum a todos, passar por momentos de profunda tristeza, e é possível a algumas pessoas entrarem em depressão quando este sentimento persiste.

Citaremos abaixo primeiramente o exemplo de Jó, que expressa características depressivas na narrativa de sua história. Em seguida citaremos o apóstolo Paulo, que nos permite entender que em vários momentos passa por profunda tristeza. Não temos a intenção de garimpar estados depressivos na bíblia, nem de diagnosticar tal mal em seus personagens, mas apenas refletir sobre algumas passagens que nos permitem enxergar com clareza possíveis situações sobre o tema tratado neste artigo.

 EXEMPLOS BÍBLICOS

No livro de Jó (7.11-16) temos um exemplo muito claro do estado abatido que este se encontrava, havia uma inquietude em sua alma causada pelos acontecimentos inesperados em sua vida. Nesta passagem Jó fala sobre a aflição do seu espírito e amargura de sua alma, fala sobre não conseguir descansar durante o sono, pois é atormentado e ainda sobre desejar morrer em lugar de viver assim. Todas estas palavras expressam um estado depressivo, a realidade de alguém que por acontecimentos externos teve seu interior bombardeado, expondo todos os pontos que já citamos aqui sobre este mal.

Vivendo esta realidade Jó tem sua visão sobre a vida distorcida, e leva um longo tempo até conseguir se recuperar, e isso acontece quando ele entende que as causa de suas aflições são passíveis a todos quer sejam fieis a Deus ou não, com a diferença de que aquele que está em Deus sempre alcança vitória.

É necessário nestes momentos, por mais difíceis que sejam, tomar o cuidado de não culpar a Deus e cair num terrível erro, ou mesmo se culpar acreditando que as causas residem em pecados específicos cometidos, o sol nasce e se põe para todos, dias e noites se alternam, invernos e verões seguem seu ciclo, para aquele que vive neste mundo tudo isto é inevitável, é preciso nunca perder de vista a certeza de que em Deus se vence sempre.

O apóstolo Paulo na sua carta aos Corintos (2 Co.1.8 e 7.5) relata ter passado por sofrimentos que o fizeram acreditar que não suportaria, a ponto de acreditar poder perder a vida. Em outro momento ele cita os combates que tiveram fora do corpo e os combates internos. Entendemos aqui, como em outras passagens que poderiam ser citadas, que no caminhar do apóstolo, muitas situações traziam tristeza, abatimento e desanimo, mas tudo Paulo vencia pela força do Espírito.

Muitas foram as adversidades vividas por este apóstolo e ele não nega as suas profundas tristezas, da mesma forma hoje, situações podem levar o cristão a este estado, não sendo condenável quando esta tristeza avança e passa a ser depressão. O que importa e estar sempre vigilante, renovando as força em Cristo e combatendo os males ao redor.

CONCLUSÃO

Um cristão pode sim entrar em depressão, ainda que o sistema religioso em momentos condene, ainda que pessoas em arrogância desconsiderem, esta é uma realidade para nossa era. O cristão do século XXI está exposto como nunca antes a este mal.

Não se pode tornar condenável que um cristão busque acompanhamento psicológico, desde que este não transgrida o princípio bíblico. Deve-se ter em mente, que o Espírito Santo dentro do cristão e bem maior do que sua natureza humana inclinada para o mal, este deve estar sempre buscando a palavra, perseverando em oração, buscando a plenitude do Espírito diariamente, estar na comunhão com os irmãos e constantemente ativo, não se entregando, por mais difícil que seja, a vitória sobre as inquietudes da alma já esta garantida.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bíblia The Word  Depressão psicologacrista /textos/depressao  TAVARES, Leandro Anselmo Todesqui. A Depressão como “Mal-Estar” Contemporâneo. Editora UNESP 2010. Cultura Acadêmica. TEODORO, Wagner Luiz Garcia. Depressão. Corpo, mente e alma. Uberlândia, MG. 2009.


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