xmlns:b='http://www.google.com/2005/gml/b'xmlns:data='http://www.google.com/2005/gml/data' xmlns:expr='http://www.google.com/2005/gml/expr'> Vida Cristã: Não ande ansiosa quanto ao amanhã

domingo, 30 de abril de 2017

Não ande ansiosa quanto ao amanhã


Não esteja ansiosa quanto ao amanhã

Eu tenho lutado para viver no presente. “Pensadora” por natureza, eu constantemente me preparo para o futuro ou analiso o passado. Descobri, por experiência própria, que isso tem consequências. Quando estamos constantemente distraídas quanto ao momento presente, nós ficamos doentes, infelizes, improdutivas e incapazes de ouvir Deus.
Quando vivemos frequentemente em “outro lugar”, exaurimos nossas mentes e nossos corpos. Cansamo-nos sem fazer nada e depois nos perguntamos porque não temos energia para as tarefas do dia-a-dia. Além disso, estar exausta e estressada nos deixa vulneráveis a doenças, o que só aumenta a preocupação e reforça o círculo vicioso.
Quando não estamos inteiramente no presente, também podemos facilmente deixar de ouvir Deus. Nós podemos clamar por sua direção, mas se estamos pensando demais no que vem pela frente, nossa mente se torna nebulosa e nossos ouvidos se fecham. Estar em paz hoje nos faz abertas para aquilo que Ele quer nos revelar hoje.

Jesus se concentrou no presente

Como cristãs, nós estamos acostumadas a ouvir que Jesus é o nosso maior professor. Nós buscamos a orientação dele para fugir do pecado, viver em amor e ter fé. Mas nós frequentemente não levamos em consideração o fato de que Jesus é um dos melhores professores em algo mais: viver no presente.
Deus controla o tempo. Ele regula “todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1). Por exemplo, ainda que os fariseus desprezassem Jesus, “ninguém lhe pôs a mão, porque ainda não era chegada a sua hora” (João 7.30).
Para Deus, não importa somente o que acontece. Também é relevante quando elas acontecem. Isso significa que Deus nos dá apenas uma incumbência por vez. Ele quer que nos dediquemos totalmente à tarefa que recebemos no momento. Não cabe a nós dividir a nossa atenção entre o hoje e o amanhã.
Sabendo que não seria fácil descansarmos mentalmente sobre o agora, Jesus nos diz: “Não vos inquieteis com o dia de amanhã” (Mateus 6.34).
Embora nós possamos dizer: “Bem, é fácil para ele falar isso”, vamos considerar a sua situação por um momento. Jesus era o Filho de Deus, mas ele também era “totalmente humano”, sendo desafiado pelas mesmas tentações que nós. (Hebreus 4.15). E, humanamente falando, Jesus tinha muito com o que se preocupar.
Jesus sabia que ele estava para ser entregue à morte. E, para piorar as coisas, ele sabia o tipo agonizante, horripilante de morte que teria. Jesus estava consciente da tortura física que enfrentaria, da traição emocional de seus amigos e da inconcebível separação de seu Pai. O “monstro” desse pensamento aterrorizante assombraria qualquer ser humano consciente dele. Jesus mostrou profunda ansiedade sobre isso poucas horas antes de ser preso (ao ponto de suar sangue, Lucas 22.44), mas ele reagiu àquele acontecimento no dia – o momento – que ele veio.
Nós não sabemos se Jesus teve momentos de medo semanas ou dias antes de sua morte, mas se ele teve, ele rapidamente os colocou diante de Deus e escolheu a paz – e o momento presente – ao invés do pavor.
O pensamento de que Jesus pudesse estar cheio de alegria poucos dias antes da crucificação me deixa perplexa. Se eu estivesse no lugar dele, eu estaria (vamos ser honestas) paralisada pelo medo do que estava por vir.
Jesus teve uma paz surpreendente.
Jesus está presente para nos ajudar a viver no presente.
E Jesus nos oferece essa paz.
Jesus diz: “a minha paz vos dou” (João 14.27). Repare na escolha das palavras dele: minha paz vos dou. Esse não é um sentimento qualquer de descanso outorgado a nós; isso é dele. Essa paz é do único Príncipe da Paz (Isaías 9.6), uma profunda, segura, inabalável paz que fez com que Jesus vivesse presente e tranquilamente, em cada hora que teve. Deus nos oferece a sua paz.
Muitas de nós esquecemo-nos de que nos foi dada a maior paz que existe. Algumas de nós que sabem disso podem se sentir frustradas porque não conseguem se apropriar dessa paz. Como muitas outras bênçãos que nos foram dadas por seu Espírito, precisamos aprender a abrir o coração para ela. Temos que fazer calar as áreas mais barulhentas de nós mesmas e crescer (embora desajeitadamente) nisso. Antes de tudo, devemos nos lembrar do que nos foi dado. Meditar sobre essa promessa de paz faz com que ela esteja cada vez mais presente em nossas vidas.
Jesus soube como viver cada dia plenamente. Ele foi capaz de fazer cada hora valer a pena. Mesmo quando passava tempo descansando em Deus, ele estava completamente presente, e isso o revigorava como era para ser. Vamos seguir seu exemplo. Se ele pôde escolher a paz com tudo o que lhe aconteceria, e se o seu Espírito vive em nós, então somos capazes de fazer o mesmo.

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